Buscarei o melhor para seleção
Buscarei o melhor para seleção
Wanderley Luxemburgo chegou à sede da (CBF) pontualmente ao meio-dia e seguiu para a sala do presidente Ricardo Teixeira. Em 15 minutos, iniciava a primeira entrevista coletiva como técnico da seleção brasileira. Veja os principais trechos da entrevista:
Convite - É uma satisfação pessoal ter alcançado esse cargo, tão sonhado. Mas eu não criei uma expectativa muito grande. É um desejo de todos nós querer crescer na profissão, mas nunca tratei isso com radicalismo, achando que só isso poderia acontecer. Quem pensa assim, pode ter uma decepção.
Comissão técnica - A escolha dos outros nomes vai atender a um critério claro: o de buscar o melhor para a seleção. Vamos priorizar a qualidade profissional e não a patota, não vamos levar alguém só por ser amigo. Não se cria uma comissão técnica por patota ou amizade.
Time - A base atual da seleção é muito boa e será mantida. De repente, esses jogadores nem vão para a próxima Copa do Mundo, já que isso vai depender das condições deles no momento da competição. Mas vão estar amadurecidos. Conheço nossos jogadores e tenho a minha lista dos melhores.
Marcelinho - Só na hora certa poderei dizer se ele será convocado.
Romário - Se eu respondesse (a uma pergunta sobre as chances de Romário ser convocado), não levaria a lugar nenhum. É uma hipótese. Tem de se esperar o momento certo.
Corinthians - Acumular a seleção com o Corinthians não vai atrapalhar o clube. Dá para conciliar, uma vez que a seleção terá poucas atividades este ano.
Zagallo - Não haveria nenhum problema em trabalhar com Zagallo, até porque ele sempre foi o meu grande ídolo no futebol. O importante é a qualidade. O Zagallo foi o grande treinador que eu tive.
Estilo - Sou pelo futebol ofensivo, pela conciliação da arte com a disciplina tática. A característica do jogador brasileiro é a qualidade, a habilidade.
Prioridades - A Olimpíada e a Copa de 2002, mas ainda não temos nenhum planejamento. Vou me reunir com o presidente para traçar os planos.





