A diretoria do Londrina recepcionou ontem os representantes da Brazilian Sports Business (BSB), José Contreras e Marcos Vinicius Contreras Gasparetto, que estiveram na cidade para explicar detalhes preliminares de um planejamento destinado a transformar o clube em S.A., segundo recomenda a Lei Pelé. O primeiro contato oficial, porém, serviu apenas para que os dois lados pudessem debater superficialmente o ‘milionário esquema’ prometido pela BSB, que asseguraria ao clube um faturamento de R$ 4 milhões anuais num prazo médio de cinco anos.
A empresa atua na área de gerenciamento e marketing esportivo. A BSB mantém escritório em São Paulo, mas, se a parceria avançar, pretende instalar-se em Londrina. Depois de uma reunião de quase duas horas, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, José Contreras procurou deixar bem claro que tudo ainda não passa do campo das intenções: ‘‘Antes de mais nada, vamos encomendar uma ampla pesquisa em todos os segmentos da comunidade local e regional, principalmente entre os empresários. Depois disso, podemos ou não viabilizar o projeto.’’
Dentro de 30 dias, segundo ele, haverá outro encontro. Até lá, caso o novo modelo seja viável, a BSB deverá apresentar um imediato esquema de ‘sobrevivência do clube’, que enfrenta sérias dificuldades financeiras e que, atualmente, depende do escasso dinheiro de alguns patrocinadores e da intermediação isolada do prefeito Antonio Belinati.
Os dirigentes ouviram atentamente as palavras dos consultores da BSB, os primos Contreras. O coordenador-geral Célio Guergoletto e os presidentes Zé Café (do Londrina) e Antonio Amaral (do Conselho Deliberativo) também prometeram analisar as primeiras propostas dos visitantes.
‘‘A resposta deles (dirigentes) será uma espécie de termômetro de nosso futuro relacionamento. Isso é fundamental para que a gente siga em frente. É importante que haja um elevado grau de credibilidade mútua’’, declarou José Contreras.
Apesar das negociações sigilosas e da dependência de maiores estudos, José Contreras disse que aposta no potencial econômico de Londrina para iniciar a mudança do velho estilo do Londrina para clube-empresa. ‘‘As associações esportivas que não se adaptarem à Lei Pelé fracassarão. Não resta outra alternativa.’’
Para José Contreras, é fundamental que as empresas regionais encarem o Londrina - nos moldes de S.A. - como um bom negócio que daria retorno. Ele também inclui a Coca-Cola e Renault como exemplos de grupos que poderiam investir no clube.Josoé de CarvalhoEnfim, juntosMarcos Contreras, José Contreras, Guergoletto e Amaral reunidos ontem: para empresário, há necessidade de confiança mútuaEmpresa paulista de marketing esportivo prepara projeto que pode render R$ 4 milhões anuais ao clube

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