Bruno Octávio é a surpresa no Corinthians
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quinta-feira, 01 de dezembro de 2005
Agência Estado 
São Paulo - De terceira opção no banco de reservas a titular no jogo decisivo. Esta é a trajetória de Bruno Octávio Jovanelli, 20 anos, 1m83 e 78 quilos. Prata-da-casa, o jogador pode ser o único, no ano, a ganhar dois títulos atuando o duelo decisivo. Ele era o capitão na conquista da Copa São Paulo de Juniores em janeiro.
Garantindo o título brasileiro no domingo, o volante realizaria não apenas o seu sonho, mas principalmente do pai, Jair, fanático corintiano e responsável por levá-lo para o clube, em 1998. Na época, tinha 13 anos.
Bruno Octávio, como todo garoto, sempre gostou de disputar suas ''peladas'' nas ruas de São Caetano do Sul, onde nasceu. ''Arrancava muito o tampão do dedão'', lembra. com apoio do pai e também da mãe, Regina, começou a jogar na várzea. O time era o Ourinhos de Santo André, no qual atuava de meia.
Um belo dia, um amigo do seu pai, funcionário do Corinthians, lhe arrumou um teste. Participou da peneira e saiu aprovado para felicidade geral da família. Logo no primeiro jogo, o volante falta. ''O treinador do infantil me puxou para o setor e fiquei, até hoje'', lembra.
Com a profissionalização, ganhou belo aumento de salário. Passou de R$ 1,2 mil para R$ 6 mil. Junta o dinheiro, com os prêmios pelas vitórias, para dar melhor moradia a família. ''Comprei um apartamento de 3 dormitórios na Vila Alpina para meus pais, que moram em Santo André'', revela ele, que quer morar mais perto do clube. Está pagando à prestação.
Time Bem diferente das rodadas anteriores, o técnico Antônio Lopes não arma nenhum mistério para o decisivo duelo do Corinthians, domingo, no Serra Dourada. Vai usar de sua principal característica: cautela total na defesa e rapidez nos contra-ataques para conquistar o título ''mais fácil'' de sua carreira. Necessitando apenas de um empate, reforça a marcação com a entrada do volante Bruno Octávio na vaga do meia Elton, segura mais os laterais Coelho e Gustavo Nery e recua Marcelo Mattos para ser um terceiro zagueiro. ''Vamos jogar com o regulamento na mão,'' enfatiza.
O esquema será parecido ao apresentado nos 2 a 0 sobre o Paysandu. Não dar espaços ao rival e, ao roubar a bola, lançar para os velozes Tevez e Nilmar decidirem na frente.
A ordem do treinador aos atletas é ''jogar simples e com eficiência.'' Nada de desperdiçar inúmeras chances de gol como nas rodadas anteriores. ''Não temos de dar espetáculo, pois jogamos pelo empate'', ressalta Carlos Alberto.
Mascherano O volante argentino Javier Mascherano promete ajudar o Corinthians na Copa Libertadores de 2006. Ontem, de muletas e com dificuldades de andar (recupera-se de cirurgia por estresse no pé esquerdo), o jogador fez questão de participar da entrevista coletiva no Parque São Jorge. Nela, afirmou estar envergonhado em comemorar o título do Campeonato Brasileiro por ter jogado apenas sete vezes antes de sofrer a grave lesão.
''Fui contratado pelo Corinthians para jogar e não para ficar parado. Em todos os times que joguei, deixei uma história. Quero deixar minha marca aqui, conquistar coisas importantes'', afirmou o volante, contratado junto ao River Plate por cerca de R$ 40 milhões no meio do ano.


