São Paulo - Melhor levantador das últimas três Superligas, Bruno Mossa Rezende, 22 anos, não parece deslumbrado com o sucesso. Comandante do Florianópolis/Cimed, líder da atual edição do torneio com apenas duas derrotas em 21 jogos, ele acredita que não está maduro o suficiente para deixar a competição nacional e atuar no exterior. O que só pretende fazer daqui a uns cinco anos.

Agência Estado - Você lidera as estatísticas de levantamento nesta temporada e já acumula três títulos de melhor jogador da posição na competição nacional. Não é hora de jogar fora do Brasil?
Bruno - O projeto da Cimed é manter o time de vôlei por mais três anos, no mínimo, e eu espero continuar aqui. Adoro Florianópolis, me sinto bem aqui. E, além disso, preciso amadurecer para sair do Brasil. Acho que só vou passar por essa experiência depois dos 27 ou 28 anos, quando me considerar pronto.

Por falar em jogar no Brasil, você está ansioso para atuar ao lado do Giba em Florianópolis? Acredita que sua equipe realmente conseguirá contratá-lo?
Todos me perguntam sobre ele. Seria maravilhoso atuar ao lado dele, mas a verdade é que é um sonho muito distante a sua vinda. A multa para tirar o Giba da Rússia é muito alta, principalmente porque ela foi estipulada em euro, que está a quase R$ 3. Isso faz a diferença. A carreira de jogador não é eterna. Para trazê-lo, a Cimed depende de outros investidores.
Mas se o Giba vier, será uma grande vitória do vôlei brasileiro.

Há espaço para os campeões olímpicos na Superliga ou a vinda deles fecha a porta para a renovação dos elencos?
Não, há espaço para todos. São muitos clubes na Superliga e sempre que alguém vai embora abre a porta para outro jogador, seja mais jovem ou repatriado. O mais importante é que quando eles voltam, ensinam o que aprenderam para quem ficou.

Falando da Superliga deste ano, está se desenhando mais uma final entre Florianópolis e Minas (As duas equipes decidiram as três últimas edições, com dois títulos dos catarinenses)?
A chance de a gente enfrentar o Minas na final existe, não dá para negar, mas não podemos ignorar os demais adversários. Das oito equipes que irão para os playoffs, seis têm qualidade para chegar à finalíssima sem que seja considerada uma surpresa.

Você gosta do sistema de disputa do torneio, com quatro turnos, a pedido da TV?
Acho legal que a competição seja assim, fica a rivalidade a cada turno. Só não considero justo que a grande final do campeonato seja em um jogo só.

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