O brasileiro Bruno Junqueira chegou a Fórmula Indy este ano com o ótimo retrospecto de ter sido campeão internacional de Fórmula 3000 no ano passado. Defendendo uma das melhores equipes, a Chip Ganassi, teve um começo de temporada bem desastrado, com inúmeras rodadas na prova de abertura, em Monterrey. Parecia que a responsabilidade era grande demais para este jovem mineiro de 24 anos. Mas agora, ele já começa a merecer respeito.
Domingo passado, Bruno foi o brasileiro melhor colocado (quarto lugar) no GP de Milwaukee. Tudo bem que foi favorecido por uma série de batidas, que tiraram da corrida concorrentes fortes como Hélio Castro Neves, Cristiano da Matta, Paul Tracy, Jimmy Vasser e Christian Fittipaldi. Contou com a sorte, mas teve mérito por completar as 225 voltas no pequeno oval de uma milha, sempre com tráfego, sem errar, sem tocar o muro ou algum adversário.
Aos poucos, Bruno está aprendendo a domar este potente carro da Indy, o mais rápido entre todas as categorias.
Sempre que pode, Bruno reclama do fato de ter um companheiro de equipe tão inexperiente quanto ele e ainda mais lento – o francês Nicolas Minassian, vice-campeão de F-3000 no ano passado: ‘‘Quando o (Juan Pablo) Montoya veio para cá (Chip Ganassi), tinha o Vasser para ajudá-lo. O (Alex) Zanardi também. Eu não tenho ninguém. A gente até conversa bastante, mas não adianta. Ele olha os dados do meu carro, mas eu não olho os dele. Não adianta, ele é sempre mais lento.’’

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