O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi condenado nesta quinta-feira (4) pela 1ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por envolvimento em manipulação de resultado em 2023. O julgamento foi realizado na sede do tribunal, no Rio de Janeiro, e teve como foco a acusação de que o jogador teria forçado um cartão amarelo em partida contra o Santos, no estádio Mané Garrincha, para beneficiar apostadores.

Com quatro votos pela condenação, Bruno Henrique foi punido com 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil, a pena mínima para o caso. Ele foi absolvido das demais denúncias.

A denúncia e o julgamento

A denúncia incluía vários artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), como os artigos 243, §1º (atuar de modo prejudicial ao time), 243-A (influenciar resultado de forma antiética), 184 e 191, além do artigo 65 do regulamento de competições da CBF de 2023. As penas previstas variavam entre 12 e 24 jogos de suspensão, de 360 a 720 dias de afastamento e multas que poderiam chegar a R$ 200 mil.

Representado por seu advogado pessoal, Alexandre Vitorino, e pelo advogado do Flamengo, Michel Assef Filho, Bruno Henrique teve a palavra em um momento do julgamento e disse ser inocente. "Eu gostaria de reafirmar a minha inocência e dizer que confio na justiça desportiva. Jamais cometi as infrações que estou sendo acusado. Meus advogados estão aí, falaram por mim durante a defesa do processo. Faço questão de mostrar o meu respeito e a minha confiança nesse tribunal", destacou o jogador do time carioca.

No julgamento, os auditores analisaram as acusações de forma individual. O relator Alcino Guedes votou pela absolvição de Bruno Henrique no artigo 243, mas acolheu a denúncia do artigo 243-A, aplicando a pena mínima de 12 partidas de suspensão e multa de R$ 60 mil, voto que foi repetido pelos auditores William Figueiredo, Carolina Ramos e pelo presidente da Comissão, Marcelo Rocha. Apenas Guilherme Martorelli pediu absolvição e sugeriu multa de R$ 100 mil com base no artigo 191.

Leia mais:

A decisão é passível de recurso no Pleno do STJD e o Flamengo vai atuar pela liberação do atacante. Após dois jogos de cumprimento da pena, o time rubro-negro pode pedir o efeito suspensivo junto ao tribunal.

ROBINHO

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta quarta-feira (3), por unanimidade, um recurso da defesa do ex-jogador de futebol Robinho contra a decisão que autorizou o cumprimento no Brasil da pena de 9 anos de prisão por estupro a qual ele foi condenado na Itália.

O crime ocorreu em 2013, em uma boate de Milão. Robinho foi condenado por ter estuprado uma mulher junto com amigos. O ex-jogador está preso no Complexo Penitenciário de Tremembé, em São Paulo.

A defesa argumentou que, ainda que mantida a autorização para o cumprimento no Brasil, a pena deveria ser recalculada com base na legislação brasileira, sendo reduzida para 6 anos de prisão em regime inicial semiaberto. (Com Agência Brasil)

mockup