Ao se transferir para a Portuguesa, em julho, o volante Bruno mudou seu "nome artístico" para Bruno Henrique. Mas as mudanças não pararam por aí. A maior delas foi no futebol da Lusa com a chegada dele. Ele entrou no time na oitava rodada para substituir Ferdinando, que estava suspenso, e não saiu mais. Hoje, é uma das peças fundamentais do esquema tático do técnico Guto Ferreira, e já desperta interesse de clubes maiores.
Justamente esse esquema da Portuguesa, com três volantes, bem semelhante ao utilizado pelo técnico Cláudio Tencati no Londrina de 2013, que é apontado pelo jogador como fundamental para sua rápida adaptação à nova equipe. "Com certeza. Essa formação tática é muito parecida com a do Londrina e facilita muito meu desempenho dentro de campo", afirmou Bruno, em entrevista exclusiva à FOLHA. "Na verdade, não esperava ser titular assim tão rápido. Mas como a chance apareceu, estou tendo a felicidade de aproveitar ao máximo essa oportunidade", continuou.
Bruno Henrique marcou dois gols nestes dois meses de Portuguesa e participou de muitos outros. Com um bom rendimento, superou a desconfiança natural de quem chegava de um clube da quarta divisão para reforçar um da primeira. "Por parte da torcida houve sim um pouco de desconfiança. Mas acho que isso é de se esperar, pelo fato de ter vindo de um clube de série D para um time de série A. Por mais que o Londrina seja um grande clube, sempre existe esse tipo de preconceito", comentou o jogador.
O meia é um dos principais responsáveis por essa arrancada da Portuguesa, que deixou a vice-lanterna e agora está em 14º lugar. "Nosso time vem de uma crescente principalmente nos jogos em casa. E agora espero que não voltemos mais para zona de rebaixamento", comentou.
Mesmo de longe, o nome de Bruno ecoou no Londrina durante toda a Série D. A saída do jogador foi apontada como a principal causa da apatia do time no segundo semestre. Por mais que o Tubarão tenha chegado às oitavas de final da competição, o time não jogou um futebol convincente em nenhuma partida, com exceção da estreia diante do J. Malucelli, quando coincidentemente o jogador fez sua despedida. O meia campo alviceleste foi inoperante no restante da competição. Modesto, Bruno recusou o crédito pelo futebol vistoso do time no Paranaense.
"Ouvi comentários de que fiz falta sim, mas não que minha saída tenha sido o motivo de o time não ter rendido no campeonato. Na verdade, não concordo que seja esse o motivo. E me senti muito feliz ao saber que fiz falta, pois isso significa que fiz um bom trabalho enquanto joguei no Londrina", apontou o apoiador, que mesmo longe acompanhou a saga alviceleste na quarta divisão. "Acompanhei e fiquei muito chateado pela desclassificação. Estava torcendo muito pelos amigos que ficaram lá", concluiu.

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