São Paulo - Uma das principais armas do Corinthians, o meia Bruno César ainda não jogou um clássico contra o Palmeiras, mas diz sentir que o peso do jogo é diferente. E se inspira nas artimanhas do treinador rival para vencer o duelo de domingo, no Pacaembu. Para ele, uma vitória no confronto de maior rivalidade do futebol paulista vale muito. E vale tudo, até usar de malandragem.
É nesse quesito que ele usa o exemplo de Felipão. O treinador do Palmeiras é sempre muito participativo, ainda mais quando uma partida é importante. E não se exime de, por exemplo, jogar uma segunda bola dentro de campo para dar uma esfriada no jogo se isso for favorecer o seu time. ''O Felipão é malandro. Mas num clássico você tem de estar ligado o tempo todo. Em qualquer jogo tem de estar ligado, mas ainda mais num clássico. Aí entra a malandragem. Futebol é malandragem'', disse Bruno César, que tem feito sucesso com a camisa do Corinthians.
Com seis gols, ele é o artilheiro do Corinthians no Brasileirão. Para chegar a essa condição, diz não ter medo de arriscar o chute. Seja de onde for. Isso até lhe rendeu um apelido entre os companheiros. ''Eles brincam comigo, me chama de chuta-chuta'', contou Bruno César.
Com a mudança de comando no Corinthians, Bruno César se diz um pouco receoso de ter de mostrar a Adílson Batista tudo o que já fez sob a direção de Mano Menezes para continuar com a confiança do treinador. ''É um pouco complicado (a mudança de técnico), mas o jeito é dar continuidade e fazer com o Adílson o que eu já fazia com o Mano'', afirmou o jogador.
Felipe
Os dias de Felipe no Corinthians, realmente, parece que acabaram. Ao menos, no que depender do presidente Andrés Sanchez. ''Espero que apareçam times interessados no Felipe. Se ele for, graças a Deus. Mas ele não está descartado, não'', frisou Sanchez, durante apresentação do novo ônibus do clube, ontem, no Parque São Jorge.

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