Bruno Batata roubou a cena no fim de semana
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em um fim de semana de jogos decisivos pelo Brasil, o atacante Bruno Batata, do J.Malucelli, roubou a cena nos tradicionais programas dominicais pós-jogos e nas rodas de conversa de segunda-feira. O artilheiro do Jotinha foi autor do gol mais bonito da rodada e a eleição foi unânime. Não por acaso. Aos 41 minutos do segundo tempo contra o Paranavaí, o jogador fez um golaço, de bicicleta, uma das jogadas mais clássicas do futebol e entrou definitivamente na luta pela artilharia do Paranaense.
Bruno tem oito gols e ao lado de Wellington Silva, do Paraná, é vice-artilheiro do Estadual, com dois a menos que o atleticano Rafael Moura. Revelado pelo Coritiba, em 2004, o atacante, de 24 anos, curtia ontem, o noticiário do fim de semana, onde teve participação especial.
''É um trabalho que está aparecendo, graças a Deus. É difícil mostrarem gols nacionalmente, da nossa equipe contra um time considerado pequeno também e apareceu'', disse o atacante que no mesmo jogo, antes da biciclenta havia feito outro belo gol, um forte chute que parou no ângulo de Rudi. ''Foram os dois gols mais bonitos da minha carreira'', reconheceu.
Em três campeonatos defendendo as cores do Jotinha, Bruno Batata marcou 28 vezes, marca que o coloca entre os principais artilheiros do clube. A alegria pelas lembranças recentes, contudo, contrastam com o início de carreira. O jogador mostrou uma ponta de mágoa com o clube que o revelou. ''Passei por todas as categorias de base do Coritiba e subi em 2004, com o Antônio Lopes. Naquele ano tinha o Tuta, Aristizabal, o Luís Mário, tive poucas oportunidades. Outros companheiros tiveram mais chances e se eu tivesse mais, seria melhor'', revelou.
Bruno que está fora do próximo jogo contra o Cianorte, no sábado, espera ver o nome dele mais vezes no cenário nacional, mas diz que a artilharia, ou outros bonitos gols, não são as metas para esse ano, mas sim, o inédito título do J.Malucelli. ''O resto é consequência'', emendou.


