Bristlebacks mira profissionalização
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
De longe, o uniforme chama a atenção. Aos poucos, as pessoas vão se aproximando e param para observar o time de futebol americano, que ainda é novidade por aqui. O Bristlebacks é o primeiro a trazer a modalidade dos Estados Unidos para Londrina.
Apesar de muitos ainda não se familiarizarem com esse jogo de contato, um grupo de jovens londrinenses descobriu o gosto em comum e começou a jogar em 2009, de forma amadora. No ano passado, o grupo conseguiu um apoio empresarial, formou o time Bristlebacks e participou da Copa Integração Paranaense.
"Queremos agregar mais jogadores para nos federar em 2015 para o Paranaense. Esse ano não vamos participar porque os custos são altos", explica Fernando Ohashi, presidente do time, que atualmente conta com 43 integrantes. Apesar da equipe ter firmado uma parceria com o Sest/Senat, que cede um espaço para treino, e, ter o apoio de uma pequena empresa para custos com viagem, ainda é preciso buscar patrocinadores.
Para a compra de uniformes e equipamentos, o time realizou diversas rifas e promoções. "Também contamos com uma ajuda de custo de R$ 15 por jogador", completa Ohashi, que, apesar do começo tímido, acredita no potencial do time. "Acho que os brasileiros estão tão acostumados com o futebol, que acaba não se interessando por essa modalidade, mas no País já temos muitos times profissionais e bons. Podemos levar o time adiante", conclui.
No último final de semana, os interessados em treinar futebol americano puderam participar de uma seletiva no Aterro do Lago Igapó 2. Ao todo, 22 homens se inscreveram e passaram por avaliação de aptidão física para ocupar nove vagas. As exigências são peso acima de 60 quilos e idade acima dos 16 anos.
"Fiquei sabendo por um amigo e vim saber como é. Eu já conheço o esporte, acho interessante, mas vi que dá para cansar bem", diz, em tom de brincadeira, Antônio de Oliveira Neto, de 27 anos. Assim como os participantes, muitos jogadores começaram na modalidade por pura curiosidade.
É o caso do segurança Marlon Faria Kussano, de 30 anos. "Um colega me falou do esporte, comecei a assistir alguns jogos pela televisão e gostei. A partir daí fui procurar um time em Londrina e me inscrevi", conta Marlon, que treina há três meses.
Segundo o coordenador de ataque da comissão técnica, Eduardo Vargas, aos finais de semana o treino é especificamente tático. "Já o teórico ocorre durante a semana, mas, além disso, cada um deve treinar o físico de acordo com a disponibilidade", diz.
O time é formado por 11 jogadores de ataque, 11 de defesa e 11 especialistas. Mas em campo, jogam apenas 11 com o objetivo de atravessar a linha ao fundo do campo adversário, com a bola. O jogo consiste em uma série de jogadas de curta duração e os equipamentos são capacete com protetor bucal, shoulder com ou sem proteção para costela e calça com joelheira. "Muita gente pensa que é um jogo de pancadaria, mas não. É muito tático e estratégico, mas claro, exige força e resistência", comenta Fernando Ohashi.
Serviço:
Quem tiver interesse em treinar futebol americano com o Bristlebacks, deve entrar em contato pelos fones: (43) 9929-2486 ou 9926-2222.


