Pela nona vez, a Justiça do Trabalho de Maringá leva a leilão, hoje, o Brinco da Vila, centro de treinamento do Grêmio de Esportes Maringá (GEM), que está há dois anos afastado do futebol profissional. O leilão é referente a 36 processos trabalhistas movidos por ex-jogadores e ex-funcionários do clube. O centro tem 17 mil metros quadrados de área total e cerca de 300 metros construídos, e fica em um dos melhores pontos da Vila Operária, próximo ao centro. O terreno é avaliado em cerca de R$ 600 mil, mas, segundo funcionários da Justiça do Trabalho, pode ser arrematado por R$ 500 mil.
O problema é liberar o terreno para qualquer outra atividade. Em agosto do ano passado um pecuarista que se identificou apenas como Juarez deu um lance de R$ 250 mil, mas a Justiça não aceitou. Segundo ‘Juarez’, na época o clube devia cerca de R$ 150 mil em impostos municipais referentes ao centro de treinamento. Outro obstáculo é o contrato existente entre o Grêmio e a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, que doou a área para o clube. Os dirigentes do Grêmio alegam que o local só pode ser usado pelo time, e a companhia não se manifesta a respeito.
Outra área do Grêmio que vai a leilão hoje à tarde é o Vale Azul, sede campestre do clube. O local tem 108 mil metros quadrados de área total com três piscinas e cerca de 500 metros de área construída. A avaliação preliminar é de R$ 5 milhões, mas não existe um parâmetro para medir o lance mínimo do leilão, já que nas nove vezes em que foi oferecida não despertou interesse.
Ontem a Folha tentou localizar o presidente do Grêmio, Valdomiro Alves de Oliveira, ou algum diretor do clube, mas não encontrou ninguém para falar sobre o leilão. O Grêmio pediu afastamento do Campeonato Paranaense há dois anos, depois de ser rebaixado. No início do ano o clube ‘‘terceirizou’’ o futebol profissional, mas não conseguiu participar da Copa Paraná por causa de problemas com a Federação.

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