Curitiba - Um caso de polícia. Este é o resultado do clima de guerra criado pelas diretorias de Atlético-PR e Grêmio antes do jogo em que o Furacão venceu a equipe gaúcha por 2 a 0. A troca de acusações e provocações entre os dirigentes, que vinham desde o jogo do primeiro turno, contagiou os jogadores, especialmente os gremistas.
Mais interessados em jogar bola, os atleticanos dominaram o jogo e o placar foi até tímido. Mas os acontecimentos dentro de campo acabaram perdendo espaço para a selvageria fora dele.
A primeira confusão foi após a expulsão de Tcheco. Ao se dirigir ao vestiário, o meia encontrou-se com o presidnete do Conselho Deliberativo do Atlético, Mario Celso Petraglia. Segundo o atleta, o dirigente o ofendeu verbalmente e depois permitiu que os seguranças do clube o agredissem. Na versão de Petraglia, o jogador é que partiu para a agressão assim que o avistou na sala de imprensa do estádio.
O segundo assalto da luta aconteceu logo após o fim da partida, ainda dentro de campo, com um empurra-empurra generalizado. Em seguida, mais uma vez na sala de imprensa, o volante gremista Eduardo Costa se envolveu em outra confusão com Claiton. ''Eu estava dando uma entrevista e fui agredido por trás, então realmente não dá para aceitar isso'', explicou o atleticano, que registrou Boletim de Ocorrência no 8º Distrito Policial.
Mas a violência, que só não foi maior porque a Polícia Militar apreendeu armas e munição com a torcida gremista, teve ainda um novo capítulo. Na manhã de ontem, Petraglia, que se dirigia para São Paulo, encontrou-se na sala de embarque com a delegação gaúcha e uma nova briga aconteceu. De acordo com o dirigente atleticano, foram os adversários que o agrediram. ''Eu estava lendo o meu jornal quando eles vieram para cima, com ofensas morais e físicas. Me viram só e me agrediram com chutes, empurrões, pontapés e com celulares'', descreveu Petraglia.
Já a nota oficial do Grêmio dá uma versão diferente: ''Petraglia pessoalmente (porém cercado por seguranças) tratou de partir para as vias de fato abordando o jogador Tcheco quando este acabara de ser expulso de campo. Não bastasse isso, no dia seguinte esteve no aeroporto da capital paranaense para provocar os membros da delegação gremista''.

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