Da Redação
A agressão a Edmundo e Donizete não é fato isolado neste Campeonato Brasileiro. A violência tem crescido bastante, dentro e fora de campo. O Brasileirão deste ano é o mais violento desde 85. A violência começa dentro de campo, com aumento de faltas e cartões amarelos e vermelhos e explode nas arquibancadas.
A rodada do meio da semana passada registrou o ápice da violência. Jogos ruins, brigas e espírito de várzea foram as marcas.
No Estádio Independência, em Belo Horizonte, jogadores do Atlético-MG e do Vitória, da Bahia, brigaram dentro do campo após o jogo. Nas arquibancadas também houve muita violência. Torcedores entraram em confronto com a Polícia Militar, sobrando até para mulheres e adolescentes.
Em Campinas, no Estádio Brinco de Ouro, o jogo entre Guarani e Vasco da Gama foi tão violento que houve a distribuição de 15 cartões amarelos e dois vermelhos. No moderno Estádio Joaquim Américo, a arena da Baixada, jogadores de Atlético e Paraná trocaram empurrões após o fim do clássico regional e, nos vestiários, houve ameaça de agressão ao árbitro Evandro Rogério Homan.
Naquela mesma rodada, torcedores da Portuguesa tentaram invadir os vestiários do Estádio do Canindé para agredir jogadores, que perderam o jogo para o Santos. No sábado anterior, torcedores do Botafogo invadiram o campo do Estádio Caio Martins, em Niterói, e agrediram o centroavante Valdir. O alvinegro carioca perdia o jogo para o Internacional.
Na rodada desse fim-de-semana, o vice-presidente de Futebol do Vasco, o deputado Eurico Miranda, invadiu o campo de São Januário e xingou o árbitro Paulo César de Oliveira.
Sobrou violência até para Londrina. No jogo em que o Tubarão venceu o Avaí por 2 a 0, segunda-feira à noite, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias, um objeto foi lançado das arquibancadas e atingiu o rosto do bandeirinha José Octávio Dias Bitencourt.

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