Fernando de Oliveira sabe o nível de cada um dos 220 times da região e procura sempre arrumar um adversário equivalente – e diferente a cada rodada. ‘‘Não pode ser um rival muito melhor porque senão não dá jogo e o pessoal fica desmotivado para me procurar para os próximos confrontos’’, justifica.
  A receita para entrar na relação dos times que Fernando agencia é não ter brigões na equipe, nem atletas que reclamem muito ou não saibam perder. Outro item fundamental é ser pontual e não faltar ao compromisso, algo ‘‘imperdoável’’ para a ética destes boleiros que levam o futebol suíço a sério.
  ‘‘Se o cara combina comigo e liga depois dizendo que não conseguiu arrumar jogadores naquela semana ou diz que irá atrasar, já aviso que vai ter pagar R$ 25 de multa, que é o valor da desistência. Afinal o outro time foi lá à toa. Se ele foi ou não foi não importa. O que combinou comigo vai ter que pagar’’, decreta.
  E se o espertinho não pagar a taxa por ter faltado à partida? ‘‘Ah, aí o cara além de ficar queimado no meio, não arruma jogo contra mais ninguém porque todos ficam sabendo que o cara é nó-cego. E não adianta querer atravessar (marcar jogos diretos sem a sua intermediação) porque eu acabo descobrindo e aí fica pior ainda. O time pode ser excluído de vez da lista’’, sentencia o ‘‘Ricardo Teixeira’’ dos campos de Londrina. (J.K.)

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