Brigão de rua não serve para o boxe
A primeira coisa que vem à cabeça quando se pergunta sobre o motivo que leva um jovem a procurar uma academia de boxe é que ele quer aprender a brigar ou ficar mais forte para poder se defender na rua. Miguel de Oliveira confirma que muitos dos que vão até a academia do LEC levam na cabeça essa idéia equivocada. ''Podem até chegar aqui com esse pensamento, mas quando descobrem o que é briga de verdade, daí não brigam mais'', revela.
Segundo o técnico, ''briguento de bar, de campo de futebol ou de rua'' não serve para o boxe. ''A história já mostrou isso. O cara que é briguento é porque tem o sistema nervoso descontrolado. Já o atleta aprende a dominar o nervosismo. O lutador de boxe está treinado e preparado para chegar até um limite. Já numa briga de rua, não tem quem aparte e aí pode haver uma tragédia'', adverte.
Na academia, pelo contrário, se ensina disciplina e boa índole. Oliveira diz que o que mais o orgulha em seus 25 anos dedicados ao boxe são os ''bons cidadãos'' que foram formados. ''Tenho muito dedo nesta mão (mostrou a mão direita) para mostrar o número de atletas nossos que tiveram desvio de conduta social''. (J.K.)





