Carlos Alberto Garcia é até hoje um dos maiores ídolos da torcida do Londrina. Porém, quando jogava, a idolatria era de impressionar. Mas em 1981, para desgosto do torcedor, ele era reserva do Londrina. O motivo eram os desentendimentos com o então técnico Urubatão Calvo Nunes, que morreu no ano passado.
''Não foi meu melhor momento profissional. Jogava alguns jogos, ficava outros fora. Tive alguns problemas com o Urubatão'', relembrou Garcia, que foi avisado pela reportagem da data comemorativa de hoje. ''Já se passaram 30 anos? Puxa. Parece que foi ontem. Me deixou até emocionado'', completou.
Garcia havia ficado de fora da primeira partida. Não chegou nem a entrar durante o jogo. No Café, viu a batalha do banco de reservas. O jogo estava 1 a 1 e bastante complicado para o Tubarão. Foi então que por um instinto, levantou-se do banco e começou a se aquecer. ''O Urubatão não tinha me chamado. Foi por impulso. Levantei e comecei a alongar sozinho. A torcida então começou a gritar meu nome'', rememorou.
O repórter Tatinha lembra muito bem do episódio. ''O Urubatão era a estrela e não admitia que os jogadores brilhassem. Ele brigou com o Garcia, mas a torcida começou a pedir para ele colocar o Garcia. Não teve jeito'', observou Tatinha. ''Ele foi obrigado a me colocar em campo'', completou o ex-jogador.
Garcia entrou aos 20 minutos do segundo tempo no lugar de Nivaldo. Nove minutos depois ele decidiu o campeonato. ''Entrei e já fiz o gol de cabeça, depois de um cruzamento do Carlos Henrique'', relatou.
Para o Bem Amado, como ficou conhecido, a conquista em cima do Grêmio Maringá foi a campanha mais marcante na carreira dele junto com o Brasileiro de 77, quando o Tubarão foi o quarto colocado. ''O Grêmio era um time bastante aguerrido, foi muito especial para mim'', confessou o ex-jogador, que depois da conquista foi devolvido ao Vasco, clube que detinha seu passe. (T.M.)

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