Curitiba - Como de costume, a briga nos bastidores acirra ainda mais a rivalidade entre Coritiba e Atlético nos dias que antecedem o clássico. Desta vez, o episódio do ''empréstimo'' do Estádio Couto Pereira para o Rubro-Negro na Libertadores é o pivô da discussão entre dirigentes.
O presidente do Coritiba, Giovani Gionédis, antes mesmo da decisão da Conmebol, havia enviado documento esclarecendo que o Couto Pereira não tem capacidade para 40 mil lugares, como prevê o regulamento da Libertadores. O Alviverde também anotou que temia por possíveis atos de vandalismo em seu recém-reformado estádio.
Na quarta-feira, o diretor do departamento de Marketing do Atlético, Mauro Holzmann, chegou a classificar a negativa de empréstimo do Couto Pereira como uma ''atitude burra'' do Coritiba. Em troca, Gionédis afirmou que não foi procurado para discutir a questão e exemplificou a boa vontade do Alviverde na cessão do estádio para o Furacão disputar duas partidas com portões fechados neste Brasileirão.
Ontem, a discussão entre cartolas chegou à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Coxa requisitou uma vistoria na Kyocera Arena para averiguar as condições de segurança no estádio, após a contrução das novas arquibancadas tubulares.
Conclusão da Arena O Colégio Expoente divulgou ontem nota oficial sobre a saída da instituição do terreno ao lado da Kyocera Arena, que pertence ao Atlético e ao empresário Marcelo Gava. Conforme acordo firmado entre o Rubro-Negro e a direção da escola, os débitos em aluguéis, em torno de R$ 3,5 milhões, serão anistiados em troca da retirada do grupo para o término do anel de arquibancadas do estádio.
Na nota, o Expoente, que já cedeu parte do terreno para a construção das arquibancadas tubulares, adiantou que deve deixar o local gradualmente. No próximo dia 15 de agosto a instituição promete liberar mais uma parte e até o final do ano mais outra. A retirada total está prevista para 31 de dezembro de 2006. (C.Y.)

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