Briga jurídica cria impasse
Edmundo Inagaki
A apuração da denúncia de tentativa de suborno ao goleiro reserva do Iraty, Claudecir Roberto França, que teria recebido do vice-presidente afastado do Coritiba, João Carlos Vialle, uma proposta de R$ 15 mil para facilitar o jogo entre as equipes no último domingo, em Irati, está emperrada na Federação Paranaense de Futebol.
A Comissão de Inquérito nomeada pelo presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, composta pelos delegados de polícia Mário Ramos, Alex Danielewicz e Altair Ferreira, teve sua legitimidade questionada ontem à tarde pelo advogado do Iraty, Marcos Malucelli.
Em fax enviado à entidade, Malucelli argumenta que cabe ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva a criação da Comissão de Inquérito. No momento, presidência do TJD está vaga.
Amparada pelo artigo 338, capítulo I das disposições gerais do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF), a FPF contesta a argumentação do advogado do Iraty. ‘‘Pelo que está escrito no Código, o presidente Moura tem autoridade para nomear esta Comissão de Inquérito’’, defende Altair Ferreira.
Até ontem à noite, as fitas cassete originais, que seriam três no total, contendo o suposto diálogo telefônico entre o goleiro Roberto e o dirigente Vialle ainda não haviam aparecido na FPF. A informação de que as fitas teriam sido enviadas à Universidade de Campinas (Unicamp) para análise não foi confirmada.
Quem tem depoimento marcado para hoje, às 17 horas, na Comissão de Inquérito, é o goleiro titular do Iraty, Ricardo Pinto.

mockup