O meia-atacante Fabinho Fontes, do Londrina, envolveu-se anteontem à noite em uma briga que pode até custar a permanência do jogador no clube. O episódio aconteceu às 22h30 no Bar Choupana, localizado na esquina da Avenida Leste-Oeste com Rua Manaus (área central da cidade). A proprietária do estabelecimento, Ana Cristina, disse ontem que Fabinho e um amigo (o volante Jefferson) estavam acompanhados de duas moças e tomavam cerveja em uma das mesas. De repente, segundo ela, ‘‘entrou uma senhora’’ (a esposa de Fabinho), que teria pedido satisfações ao marido. A Folha não conseguiu apurar o nome da esposa do jogador.
Ana Cristina conta que o bate-boca prosseguiu em frente ao bar, ‘‘do outro lado da rua’’, o que a impediu de ver maiores detalhes do incidente. ‘‘Aí chegou a viatura policial e os levou embora’’, afirmou Ana Cristina.
Ao tomar conhecimento do incidente, o vice-presidente de futebol Célio Guergoletto sugeriu que o supervisor Lico fosse até a 10ª Subdivisão Policial, onde se encontravam Fabinho Fontes e a acompanhante dele, Leile Fernandes. A mulher de Fabinho Fontes, que o teria agredido na boca, teria voltado para São Paulo. Não houve registro da ocorrência.
Depois do amistoso de ontem, diante do Matsubara, Fabinho Fontes preferiu não comentar o problema, limitando-se a dizer que ‘‘houve apenas um tumulto no Bar Choupana, mas que tudo estava superado’’. Apesar disso, Guergoletto avisou, no início da tarde de ontem, que Fabinho Fontes e Jefferson assinarão hoje, em branco, um documento que serviria como rescisão contratual em caso de reincidência.
No começo da noite, porém, o vice-presidente de futebol ouviu a opinião do diretor Dorival Pagani e aumentou o tom da ameaça, admitindo tomar uma atitude mais radical. ‘‘Vamos tomar uma decisão que seja exemplar para a disciplina do grupo’’, disse Guergoletto.

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