O novo presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL), Júlio César Brevilhéri, reiterou ontem que não pretende fazer nenhuma mudança no edital que foi aberto em dezembro de 2008 para a liberação dos mais de R$ 3 milhões do Fundo de Apoio a Projetos Esportivos para as equipes da cidade.
Os envelopes com as propostas das entidades serão abertos dia 19 deste mês. Brevilhéri afirmou que uma mudança, neste momento, nos valores definidos para os programas ou para uma determinada modalidade poderia prejudicar as equipes, que já precisam receber a primeira parcela de repasses em fevereiro.
O presidente admite que ''pode haver alguma modalidade que tenha se sentido injustiçada'' com os valores estipulados pela gestão anterior, em dezembro (o time de handebol da Unopar foi um deles, pois queria aumento, devido ao título da Liga Nacional que conquistou). ''Mas se eu for mexer agora nos valores precisarei publicar um novo edital no jornal, respeitar os prazos legais de apresentação de projetos e recursos e isso demoraria muito'', justificou o dirigente.
Uma demora na aprovação das propostas atrasaria os repasses e atrapalharia o planejamento dos times de alto rendimento. ''Em fevereiro os times de futsal masculino (Colégio Londrinense) e feminino (Unopar) já precisam estar treinando. E se não tiverem dinheiro em caixa não podem contratar reforços, nem manter os atuais jogadores. Além disso, temos que fazer o quanto antes a contratação de estagiários para o Projeto Futuro'', argumentou Brevilhéri. Ele prefere deixar o edital como está para não ocorrer o que já ocorreu em anos anteriores, quando a primeira parcela para algumas equipes só foi liberada no mês de abril.
Quanto às possíveis críticas de treinadores pelo fato de que ele representava, até dezembro, a entidade que receberá o maior repasse individual da FEL (R$ 300 mil para o futsal masculino), Brevilhéri afirmou não ter qualquer receio. ''Porque sei qual é a minha missão interina aqui na FEL; que é fazer o melhor para o esporte londrinense como um todo. Não pouparei esforços para atender todas as modalidades. Em especial quero lutar para que nunca aconteça com o handebol o que houve com o basquete, que já foi a atração da cidade, mas caiu no descaso por falta de uma administração correta e de apoio público'', afirmou.

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