Brawn GP demite 270 funcionários
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segunda-feira, 30 de março de 2009
Folhapress 
São Paulo - Depois de conseguir uma dobradinha logo em sua primeira corrida na F-1, a Brawn GP irá demitir 270 dos seus 700 funcionários. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da escuderia britânica, Nick Fry: "É desolador ter que fazer isso, mas agora somos uma equipe privada e as mudanças técnicas nos obrigam a tomar essa decisão."
Com 430 funcionários, a Brawn voltará a ter um estafe semelhante ao de 2004, quando corria com o nome de BAR, antes de ser comprada pela Honda. A montadora japonesa deixou a categoria no fim do ano passado devido à crise econômica mundial e à ausência de resultados expressivos, pondo em dúvida a continuidade do time para 2009.
Sem o mesmo suporte financeiro da Honda, a Brawn disputou o GP da Austrália com apenas dois patrocinadores estampados em seus carros: a empresa de vestuário e calçados Henri Lloyd e o conglomerado Virgin, que pode, aliás, dar nome à escuderia no futuro.
Com menos de um mês de vida e sem o mesmo poderio financeiro das principais equipes da F-1, a nova equipe estreou na categoria no domingo, com Jenson Button vencendo em Melbourne e Rubens Barrichello chegando na segunda colocação.
A dobradinha fez com que a Brawm conquistasse já na primeira etapa do Mundial-2009 mais pontos do que em toda a temporada passada, quando era comandada pela Honda. Neste ano, já são 18 pontos, contra 14 de 2008.
Cópia
Única das dez equipes da F-1 a não ver ao menos um de seus dois carros cruzar a linha de chegada do GP da Austrália, a Ferrari já começa a pensar em alternativas para não ficar para trás das rivais nas próximas etapas do Mundial.
E, pela primeira vez, assumiu em público que "uma versão" do difusor usado por Brawn GP, Williams e Toyota está em seus planos, apesar de ainda esperar que o julgamento na Corte de Apelações da FIA, na terça-feira da semana que vem, o julgue fora do regulamento.
"Precisamos rever nossas prioridades, mas dificilmente estaríamos prontos para estrear (um difusor novo) em Barcelona (quinta prova, no dia 10 de maio)", afirmou Luca Baldisserri, diretor da Ferrari.
Anteontem, em Melbourne, a peça que provoca tanta polêmica foi a maior atração na formação do grid. Aldo Costa, diretor técnico da Ferrari, Adrian Newey, projetista da Red Bull, e até Nelson Piquet, que acompanhava o filho, tentaram espiar o difusor dos carros da Brawn antes da largada.
Localizado na traseira dos monopostos, o equipamento serve para dar mais estabilidade aos veículos, melhorando a pressão aerodinâmica. Atenta, a equipe de Ross Brawn postou três mecânicos em cada modelo para esconder a peça com as pernas e evitar clones nas próximas corridas. A segunda etapa será realizada neste domingo, na Malásia.


