Brasilienses vibram com o feito histórico
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segunda-feira, 21 de dezembro de 1998
Hélio Oliveira, do Correio Braziliense Especial para a Folha 
O gesto do lateral-esquerdo Rochinha, um dos destaques do Gama na Série B, caminhando de joelhos entre a linha divisória e o gol à direita das cabines de rádio, logo depois do apito final da partida de ontem, contra o Londrina, no Estádio Mané Garrincha, reflete a crença que o grupo tinha na conquista do título de campeão brasileiro.
Rochinha, em meio à euforia pelo campeonato inédito, não esqueceu de dividir a emoção com mais alguém: A vitória é nossa, mas a glória é de Deus. Sem fé não estaríamos sentindo essa emoção. E não conseguiu segurar as lágrimas de agradecimento.
Logo foi cercado e abraçado por companheiros e por alguns torcedores que conseguiram invadir o gramado. O lateral vai disputar o Paulista da A-2 pelo Etti Parmalat, de Jundiaí, em 99.
Com o apito final, parte da torcida invadiu o gramado para comemorar o feito histórico. O técnico Vagner Benazzi foi jogado para o alto, o presidente de honra, Wagner Marques, foi carregado nos ombros por um torcedor, enquanto o presidente do clube, Agrício Braga Filho, se ajoelhou no gramado e ergueu os braços para os céus agradecendo pelo título.
Já como campeões da Série B, os jogadores deram a tradicional volta olímpica, conduzindo um troféu oferecido pela Federação Metropolitana de Futebol. O meia Ésio (contusão), o atacante Nei Júnior (suspensão) e Humberto (expulsão), que não jogaram, comemoraram com os colegas após a partida. O goleador Rodrigo foi o mais assediado pelos torcedores.


