Arquivo FolhaPedro Paulo Diniz, da Arrows Quem for torcer pelos pilotos brasileiros este ano é bom ter em mente que os três estão em equipes, se não estreantes, completamente reestruturadas. Na Fórmula 1 não existe mágica: os bons resultados decorrem, dentre outros requisitos, do amadurecimento das escuderias, exatamente o que falta para a Stewart-Ford de Rubens Barrichello, a Arrows-Yamaha de Pedro Paulo Diniz e a Lola-Ford de Ricardo Rosset.
Na teoria, o piloto brasileiro que dispõe de maiores recursos para dar sequência ao seu crescimento profissional, é Pedro Paulo Diniz. A Tom Walkinshaw Racing (TWR), proprietária da Arrows, conta com instalações nada diferentes de organizações como a Williams e a Benetton. Além de um bom orçamento e a experiência de um campeão do mundo, como Damon Hill.
A situação de Rubens Barrichello não é muito diferente. Sua equipe, a Stewart-Ford, está, a rigor, sendo montada. Ela ainda necessita recorrer a muitos fornecedores externos (ao contrário dos grandes times) para construir seu modelo SF-1. Tanto Jackie Stewart quanto a Ford, sócia do escocês, sabem disso, mas essa operação demanda tempo e a Stewart foi criada há pouco mais de um ano. De qualquer forma, o SF-1 demonstrou qualidades.
‘‘Nós faremos do campeonato de 97 o campo de provas para o Mundial de 98, quando aí sim estrearemos de verdade na F-1’’. A declaração de Ricardo Rosset dá bem o tom de suas pretensões ao longo do ano. A Lola volta à categoria em meio a sua mais grave crise na F-Indy, onde ela vende chassis e peças de reposição.

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