Tan-Tan, Marrocos - Os pilotos brasileiros que estão disputando a 24ª edição do Rali Paris-Dakar superaram parte do grande desafio da prova este ano. A etapa tem aproximadamente 1.500 quilômetros, com intervalo de oito horas para descanso e manutenção. O primeiro trecho da chamada ‘‘maratona’’ ligou Ouarzazate e Tan-Tan, no Marrocos, e o ponto final de hoje será em Zouaret, já na Mauritânia. Esta etapa é uma das mais temidas pelos competidores. Muitos vão ter que andar à noite, dependendo do horário de chegada de cada um. Mas não pense que oito horas de descanso são suficientes no acampamento do Paris-Dakar, principalmente durante o dia. É impossível dormir ou descansar tranquilamente. Há geradores de energia por todos os lados e o barulho é infernal. Sem contar os aviões da organização, que insistem em manter os motores ligados boa parte do tempo.
Na categoria motos, o chileno Carlos de Gavardo dominou ontem a sétima etapa. Gavardo chegou 2min55s à frente do espanhol Isidre Esteve Pujol, o segundo.
Na categoria carros, o japonês Hiroshi Masuoka foi o grande vencedor da sétima etapa. Masuoka completou o trecho em 3h13min23s. Em segundo ficou o belga Gregoire De Mevius, apenas 14s atrás.
Nas motos, o carioca Armando Pires, da equipe Drakar Normandia, foi o melhor colocado entre os brasileiros ontem depois de garantir a 67ª posição na classificação geral (14º na categoria Super Productionmais de 400cc com uma KTM 660). Juca Bala, da Equipe BR Lubrax, ficou perto (73º na geral e nono na Super Production até 400cc com uma Honda Falcon Rally). Luiz Mingione, colega de Juca na mesma equipe, ao guidão de sua Honda Tornado Rally, ficou em 104º na geral, mas foi campeão na categoria para motos até 250cc. Luiz Azevedo, da CDI Competições, foi o 118º na geral e 19º entre as motos da categoria Super Production até 400cc. Klever Kolberg, nos carros, fez o terceiro melhor tempo na categoria Super Production diesel com um Mitsubishi Pajero Full (15º na geral).

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