Brasileiros vão mal no 1º dia do Mundial de Judô
Birmingham, Inglaterra, 07 (AE) - Os brasileiros não foram bem no primeiro dia do Campeonato Mundial de Judô, disputado na Inglaterra. Aurélio Miguel, da categoria menos de 100 kg, não conseguiu passar da segunda luta (em 1997, foi medalha de prata) e ficou fora do grupo dos sete melhores. Priscila Marques (mais de 78 kg) e Daniel Hernandes (mais de 100 kg) não passaram da segunda luta e Cristina Sebastião (menos de 78 kg) foi eliminada no primeiro combate.
Os combates de amanhã serão importantes para o Brasil. Denise Oliveira (menos de 70 kg) precisa ficar entre as sete melhores para garantir a vaga brasileira nos Jogos Olímpicos de Sydney. Sua adversária é a japonesa Massai Ueno. Vânia Ishii (menos de 63 quilos) pega a norte-americana Celita Schultz. Alexander Guedes (menos de 81 kg) espera o vencedor da luta entre o holandês Robert Krawczyk e o armênio Hanutyn Ghridyan. Carlos Honorato (menos de 90 kg) enfrenta o bielo-russo Sergei Kukharenko.
"Não fomos bem", disse o técnico da seleção, Geraldo Bernardes, ao falar do primeiro dia brasileiro. Segundo ele, os judocas falharam nos detalhes. "A Priscila estava ganhando até os 20 segundos finais, mas vacilou e perdeu por koka", conta o técnico. Ela foi superada pela belga Brigitte Olivier. O ouro ficou com a polonesa Betta Maksymow.
O caso de Hernandes, segundo o técnico, foi semelhante. Ele perdeu por ippon para o iraniano Miran Fashandi. O título ficou com o japonês Shanichi Shinohara. "Não consegui o meu grau de concentração ideal para vencer o espanhol", disse Aurélio Miguel, sobre a derrota para Ivan Vega. O ouro ficou com o japonês Koseo Inoue. Na categoria de Cristina, ouro para a japonesa, Noriko Anno.
Bernardes não poupou críticas aos organizadores do evento e à arbitragem. "Estamos enfrentando uma série de problemas, a começar pela pesagem", disse. Segundo ele, a desorganização dos promotores do Mundial fez com que a pesagem acabasse atrasando, o que prejudicou especialmente as atletas da categoria feminina. "Tivemos pouco tempo, menos de duas horas, para que os judocas voltassem para o hotel para tomar café da manhã e, mais tarde, participassem da luta." Outra reclamação foi sobre o sistema de transporte, considerado "precário." A arbitragem, segundo ele, também está cometendo muitos erros.





