Brasileiros terão dificuldades
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quinta-feira, 03 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo - O Brasil vai à fria Suécia em fevereiro para um confronto de muitos desafios, pela primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis de 2003: vencer a tradição do adversário com sete títulos na competição , a regularidade de seus jogadores e, especialmente, jogar em uma quadra de carpete coberta, o piso mais provável a ser utilizado na série de jogos. O técnico e capitão da equipe brasileira, Ricardo Acioly, lamenta o fato de ter de jogar fora de casa, mas demonstra otimismo, enquanto Gustavo Kuerten, com ironia, sugeriu a compra de muitos e muitos agasalhos para suportar a baixa temperatura.
''Temos uma equipe competitiva, com Guga, Fernando Meligeni e André Sá participando de vários torneios em quadras cobertas e conseguindo bons resultados'', disse Acioly. O principal jogador do time brasileiro, Guga, não teve como deixar de lamentar o fato de ter de jogar fora de casa, diante de uma equipe de muita tradição na Davis, como a Suécia, e em condições pouco favoráveis. Com bom humor espera que o Brasil possa ter um bom desempenho. ''Vamos tentar surpreender'', afirmou Guga. ''E acho que vou ter de comprar um bom casaco para jogar sem congelar na quadra.''
Com o benefício de jogar em casa, a equipe da Suécia passa a ser favorita neste confronto, apesar de atualmente não contar mais com tantos jogadores como na época de Bjorn Borg, Mats Wilander e Stefan Edberg, todos ex-números 1 do mundo. Hoje o time sueco tem jogadores regulares. O principal deles é Thomas Johansson, campeão do Aberto da Austrália, e número 16 do ranking, seguido de Thomas Enqvist, 28º, além do duplista Jonas Bjorkman.
Mesmo assim, se o time brasileiro vencer, teria outro grande desafio na rodada seguinte: o vencedor de Austrália e Inglaterra.


