Brasileiros terão de evitar despachos nas encruzilhadas
Brasileiros terão
de evitar despachos
nas encruzilhadas
Agência Estado
Com as patrulhas antiterroristas de cinco corporações diferentes de polícia efetuando rondas e batidas na região, os torcedores brasileiros adeptos da macumba devem abster-se dos despachos nas encruzilhadas de Ozoir-la-FerriSre, para que seus sonhos de festa não se convertam no pesadelo da prisão. A advertência é do vigário titular da cidade, Guy Lepage.
Ele foi encorajado a lançar o alerta, na manhã de ontem, pelos padres portugueses e brasileiros que agora participam da Pastoral do Futebol com Fairplay no Departamento Seine e Marne ao qual pertence Ozoir. Imagine o que não poderia acontecer se uma dessas patrulhas pegasse alguém realizando oferendas da macumba num lugar público. Até que a pessoa conseguisse explicar, na cadeia, que não era terrorista islamista, mas simples devota dos Orixás, adeus Copa do Mundo! - afirma o sacerdote.
O padre Guy Lepage faz questão de explicar que nenhuma outra intenção anima sua iniciativa, se não a de contribuir para a maior segurança dos torcedores brasileiros. Entendo que a macumba é, antes de tudo, uma das expressões da cultura popular brasileira, comenta.
O padre Guy Lepage espera a chegada dos torcedores brasileiros para, nas missas da Igreja de São Pedro (no centro de Ozoir), nos dias 7 e 14 de junho, prosseguir a Pastoral do Futebol com Fairplay. Aqui, na Casa Paroquial, estamos na mesma situação dos demais setores representativos da vida local. Ou seja, aguardando a presença do público brasileiro. Já chegaram as estrelas da bola e os jornalistas. A cena está armada, mas falta a desordem festiva e pacífica da torcida e estamos ansiosos por isso, diz.
Indagado sobre os pecados que poderiam ser cometidos em maior número em Ozoir, durante a Copa, o vigário não se constrangeu em proclamar: A cobiça, meu filho! A cobiça dos nativos que vão querer ganhar muito dinheiro e explorar os brasileiros. No mais, pensava que, ao lado brasileiro, o pecado maior seria o da gula, mas a eventual cobiça francesa poderá reprimi-la.





