Na briga por uma vaga nas semifinais do Grupo Mundial da Copa Davis, todos os artifícios e recursos são válidos. Por isso, o técnico da equipe brasileira, Ricardo Acioly não se surpreenderia se a Austrália aparecesse hoje no sorteio dos jogos, com titulares diferentes de Patrick Rafter e Lleyton Hewitt. A alternativa estratégica poderia ser a de colocar Wayne Arthurs para fazer o primeiro jogo com Gustavo Kuerten, amanhã, poupando Rafter para as duplas no sábado e a simples de domingo.
Arthurs é um jogador de saque e voleio e que venceu Guga na primeira rodada do US Open do ano passado. A idéia do capitão John Fitzgerald, da Austrália, seria a de arriscar uma cartada arrojada num jogo em que, teoricamente, não teria muitas esperanças de vitória, com Rafter diante de Guga numa quadra de saibro, em Florianópolis. Além disso, também não deixaria o brasileiro ganhar ritmo, numa partida diante de um jogador de estilo tão agressivo como Arthurs.
Este suspense vai desaparecer hoje, com o sorteio oficial do jogos. A partir do momento em que os capitães dos dois países escalarem seus titulares para as partidas de amanhã, não poderão mais mudar.

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