Brasileiros se destacam no 'país-berço' do vôlei
Agência Estado
De São Paulo
O Brasil sempre foi um celeiro de bons jogadores e considerado um centro exportador de craques, com atletas espalhados pelos quatros cantos do planeta. Mas engana-se quem pensa que se trata apenas de jogadores de futebol. O vôlei brasileiro também tem seus ídolos produto exportação. Desde a geração de prata, com Xandó, Bernard, Montanaro entre outros época em que o vôlei brasileiro ganhou notoriedade internacional são revelados jogadores de excelentes qualidades.
Mesmo com um desempenho não muio bom no último campeonato mundial, realizado no Japão, o Brasil ficou na mira dos grandes clubes estrangeiros. E por conta disso, no Japão, país considerado o berço do voleibol, há jogadores brasileiros disputando o campeonato principal, a V.League. Gilson, no Suntory e Lilico, no Blazers (Shin Nittetsu), são dois desses jogadores que disputam a liderança do torneio, além de Samuel, do Trefuerza. Os japoneses contratam jogadores estrangeiros, para servir de parâmetro para o nível de seu voleibol, afirma o brasileiro.
Gilson Alves Bernardo, 31, natural de Belo Horizonte (MG), disputa sua segunda temporada pela equipe Suntory, de Osaka. Gílson é o destaque da equipe, que também conta com jogadores da seleção japonesa. Em seu currículo, Gilson coleciona títulos brasileiros, sul-americano, com passagens na seleção brasileira onde foi considerado o destaque em vários mundiais.
Gilson tem sido a diferença na equipe japonesa, com um saque tão poderoso quanto um míssil, pois quando os jogadores adversários conseguem defender, a bola espirra para a arquibancada. Outras vezes, quando está na rede cortando, responder a uma jogada sua é uma verdadeira loteria, pois não se sabe como a bola vai chegar do outro lado. O campeonato da V.League, com início em janeiro, período em que os demais esportes tradicionais estão de férias, atraem um público excelente. Em todos os ginásios onde as equipes jogam, a lotação é esgotada diferente do Brasil, onde apenas nas decisões a casa fica cheia.
Impressionante No campeonato japonês as equipes se apresentam em diversas cidades. Gilson tem viagem de retorno marcada para o dia 20 de março, quando voa para o Brasil onde disputará pelo Ulbra, do Rio Grande do Sul, a semifinal da Liga Nacional.
Para Gílson, seu grande sonho será conquistar o mercado japonês.
Quanto à seleção brasileira, já não tem tantas aspirações. O episódio em que pediu dispensa da equipe antes da disputa do sul-americano, não foi bem recebido pelo atual técnico Radamés Latari Filho. Gilson afirma que no período da convocação não estava bem fisicamente.
Eu sentia uma contusão no ombro direito e como se trata de seleção, tenho responsabilidades e poderia comprometer o rendimento da equipe, já que não estava 100%, mas o Radamés não entendeu desta forma. Depois, quando me recuperei, ele não me convocou para o mundial no Japão, revela.





