São Paulo - Depois de anunciar no dia anterior a indicação do ex-jogador Oscar Schmidt, o Hall da Fama do Naismith Memorial Basketball, localizado nos Estados Unidos, revelou nesta terça-feira a inclusão de mais dois brasileiros na lista de candidatos para a turma de 2013. Os escolhidos foram o ex-técnico Kanela (Togo Renan Soares) e o ex-jogador Amaury Pasos.
Lendas do esporte nacional, Oscar, Kanela e Amaury Pasos já fazem parte do Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquete), que fica na Espanha. Agora, tentam entrar também no Hall da Fama dos Estados Unidos, que é bastante conceituado e conta com apenas dois brasileiros entre seus integrantes: os ex-jogadores Ubiratan Maciel e Hortência Marcari.
Os três brasileiros fazem parte de um grupo de 132 candidatos, que vão passar por uma série de avaliações de uma comissão de jurados, responsável por avaliar o currículo dos indicados. Os finalistas serão anunciados no dia 15 de fevereiro e a lista final dos novos integrantes do Hall da Fama do Naismith Memorial Basketball deve ser definida apenas em abril.
Kanela comandou a seleção brasileira na conquista dos títulos mundiais de 1959 e 1963. Esteve também nos vice-campeonatos mundiais em 1954 e 1970 e na medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960. Em clubes, trabalhou, entre outros, no Flamengo (onde foi mais de uma dezenas de vezes campeão estadual), no Botafogo e no Palmeiras. Morreu em 1992, aos 86 anos.
Amaury Pasos, de 77 anos, foi um dos líderes daquela seleção que conquistou o bicampeonato mundial. Também ajudou o Brasil a ganhar duas medalhas olímpicas de bronze, nos Jogos de Roma (1960) e de Tóquio (1964). Nos clubes, foi a estrela do Sírio antes de se transferir para o Corinthians, onde fez história num time que também tinha Wlamir Marques, Bira e Rosa Branca.
Mas, mesmo com todo esse currículo e o reconhecimento internacional, Amaury Pasos passou por um constrangimento. Na lista de indicados para o Hall da Fama dos Estados Unidos, seu nome apareceu escrito errado: "Thiago Pasos". A Confederação Brasileira de Basquete (CBB), no entanto, apontou a falha e confirmou que a honraria é mesmo para o ídolo do esporte nacional.

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