São Paulo - Kaio Márcio já colecionou medalhas no exterior com o status de recordista mundial. Mas, a partir de hoje, em Belo Horizonte, o nadador paraibano compete pela primeira vez no Brasil em evento de grande porte após obter o resultado mais expressivo da modalidade nos últimos anos.
O atleta, que em dezembro cravou a melhor marca da história nos 50 m borboleta (22s60), disputa a oitava e derradeira etapa da Copa do Mundo, realizada em piscina curta (25 m).
Dono de sete medalhas de ouro no atual circuito, Kaio, 21 anos, prefere não fazer previsões sobre sua performance na piscina do Minas Tênis Clube. ''Vou nadar para tentar manter a sequência de vitórias, mas não dá para dizer se vou conseguir melhorar o tempo'', diz.
Apesar da declaração comedida, não será difícil para o atleta alcançar um lugar no pódio. ''É uma fase nova na minha vida, mas estou levando numa boa, sem estresse, sem cobrança. Antes, eu nadava para ganhar deles. Agora, eles nadam para ganhar de mim. Isso é muito legal'', brincou.
Competição que raramente reúne os astros da modalidade em plena forma, a Copa sempre foi terreno fértil para o país angariar medalhas. Desde 1997, brasileiros ocuparam 385 vezes um posto entre os três melhores.
Trata-se de um cenário bem diferente do registrado em Mundiais e Olimpíadas, realizados em piscina longa (50 m) e que agrupam a elite do esporte. Nos primeiros, o país está sem medalhas desde 1994. Já nos Jogos o jejum perdura desde 2000.
Além de Kaio, o Brasil tem como destaque em Belo Horizonte Thiago Pereira, que conquistou duas pratas na última etapa da Copa, disputada em Nova York. Na oportunidade, ele perdeu o ouro nos 200 m medley e nos 100 m medley para Michael Phelps, que não competirá no Brasil.
''Foi uma surpresa pelos recordes que eu consegui (bateu o sul-americano dos 100 m medley, com 53s49, e igualou o dos 200 m medley, com 1min55s78). Não esperava nunca conseguir isso na primeira competição do ano. Esse resultado me deu muita motivação, ganhei experiência e perdi aquele medo de nadar contra ele (Phelps). Foi quase, quem sabe na próxima'', disse Pereira, que estará competindo com apoio da torcida.

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