Brasileiros querem surpreender quenianos
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2000
Agência Folha De São Paulo 
Sempre que o assunto é a corrida de São Silvestre os atletas brasileiros não conseguem escapar de uma pergunta: Os quenianos são os favoritos?. Mas este ano ou melhor, há alguns anos a questão é mais específica: É possível vencer Paul Tergat? Dois dos atletas brasileiros considerados favoritos, Marílson Gomes dos Santos e Émerson Iser Bem, já disseram que o queniano tetracampeão da corrida paulistana (1996, 1996, 1998, 1999) deve mais uma vez ficar com o título. Caso realmente vença, Tergat tornar-se-á o maior vencedor da história da São Silvestre, com cinco títulos.
Marílson Gomes dos Santos, o brasileiro mais bem classificado na edição 1999 da corrida paulistana quarto colocado , acha a façanha de bater o queniano tetracampeão bastante difícil.
Ele (Paul Tergat) é o bicho-papão da prova. Mas nós, brasileiros, já mostramos o nosso valor. Veja o Émerson (Iser Bem, vencedor da prova em 1997). Ainda assim, é claro que o Tergat é o favorito, afirmou o atleta. Corri muitas provas este ano. Estou no fim da temporada. Minha próxima meta é conseguir o índice dos 10.000 m para o Mundial de Atletismo.
O paranaense Émerson Iser Bem, último brasileiro a ficar com o título da prova, na edição de 1997, é outra esperança nacional que tem como meta estar entre os primeiros O meu plano é continuar treinando até o dia 31 para poder fazer uma boa corrida. Tenho certeza de que poderei atingir essa meta, disse o atleta paranaense.
Quando venceu, Iser Bem bateu justamente o bicho-papão queniano na subida da avenida Brigadeiro Luís Antônio. Mas o atleta paranaense não conseguiu repetir o bom resultado nos anos seguintes. Agora, recuperado de várias contusões, Iser Bem ter condições de chegar ao pódio da São Silvestre.
O favoritismo dos quenianos na São Silvestre, que começou com a vitória de Simon Chemwoyo em 1992, não se restringe aos atletas do sexo masculino.
A favorita ao título deste ano da prova feminina da São Silvestre também é queniana: Lydia Cheromey, a campeã de 99.
As brasileiras com mais chances de superar Cheromey são Márcia Narloch e Cleuza Maria Irineu.
Mesmo sendo a atual bicampeã da Maratona de São Paulo (1999 e 2000), a carioca Márcia Narloch não acredita no título.
Cleuza, melhor brasileira em 1998 e 1999 quinta e sexta colocada, respectivamente , apesar de otimista, afirma que sua meta é apenas melhorar sua posição.


