O GP do Brasil foi, mais uma vez, motivo de decepção para os pilotos brasileiros. Pedro Paulo Diniz, da Arrows-Yamaha, deixou a prova na 15ª volta, com problemas de estabilidade. E Rubens Barrichello, da Stewart-Ford, teve de abandonar a prova apenas uma volta depois, por causa de uma quebra de suspensão. Os dois, porém, tentaram não dar muita importância aos problemas enfrentados durante o dia (Rubinho chegou a ficar com o carro parado na primeira largada, o que obrigou a direção da prova a interromper a disputa e fazer uma segunda partida), elogiaram suas equipes e disseram que, em Buenos Aires, daqui a duas semanas, farão todo o possível para melhorar o desempenho. ‘‘Ainda estamos no início da temporada’’, resumiu Barrichello. ‘‘A equipe é nova e temos muitos problemas para resolver’’, admitiu.
Segundo Rubinho, o que falta à equipe é, de fato, tempo. ‘‘Ainda não conseguimos sequer sentir os carros decentemente’’, afirmou. ‘‘Temos de andar mais.’’
Da mesma forma, Diniz mostrou-se confiante no novo carro e elogiou sobretudo a qualidade dos pneus Bridgestone. ‘‘O carro já está muito mais confiável, progredimos muito’’, destacou. Segundo o piloto, os problemas enfrentados nos treinos, quando foi um segundo mais lento que seu colega de equipe, o atual campeão mundial, Damon Hill, foram superados na corrida. ‘‘O acerto que eu fiz no carro para o treino estava realmente ruim, mas o da corrida era bem melhor e, se não fosse um problema repentino, provavelmente teria condições de ultrapassar o Rubinho.’’ O carro, no entanto, deixou Diniz a pé. ‘‘Começou a sair de traseira, acho que foi um problema na suspensão.’’

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