Brasileiros preparam armadilhas
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terça-feira, 03 de abril de 2001
Agência Estado De Florianópolis 
A equipe brasileira da Copa Davis vai usar todo seu arsenal para superar a Austrália, no confronto pelas quartas-de-final da Copa Davis, de sexta-feira a domingo, em Florianópolis (SC). As armas não estão apenas nas raquetes dos jogadores e, como disse o técnico Ricardo Acioly, também nas condições da disputa, como, por exemplo, uma quadra de saibro tão lenta a ponto de irritar os adversários. Patrick Rafter, um dos titulares do time australiano, está inconformado com o piso e treinou resmungando e bravo. A quadra está como queremos, afirmou Acioly. Na Austrália fomos obrigados a jogar na grama e, agora, a vez deles jogarem dentro de nossas condições. O mando de jogo na Davis propicia mesmo estas artimanhas e recursos.
E todas as armas são válidas, além, é claro de contar com o forte apoio da torcida. Gustavo Kuerten lembrou ainda que até o aspecto psicológico pode ser importante nesta luta por uma vaga nas semifinais. E lembrou que a bola dos jogos será da marca Roland Garros. Isto vai servir para nos trazer boas recordações, disse.
Fernando Meligeni vai usar também as suas armas. Jogador de muita raça, disse estar preparado para passar muitas horas na quadra diante de Lleyton Hewitt, na 1ª rododa de sexta-feira. Acho aconselhável a torcida trazer bronzeador, almofada e estar preparada para torcer por muitas horas, garantiu.
A torcida será uma das armas do Brasil, mas os jogadores esperam que não se exalte a ponto de prejudicar o time brasileiro. Pelas regras da Davis, os exageros dos torcedores podem resultar em punições à equipe da casa. Guga já tratou até de tranquilizar os australianos, que chegaram esperando por muitas hostilidades do público.


