Agência Estado
Com treinos intensos e uma surpreendente adaptação a superfície rápida, taraflex, da quadra de Pau, a equipe brasileira já começa a ameaçar o favoritismo francês. Os jogadores estão muito mais otimistas com os últimos progressos alcançados, enquanto o capitão do Brasil, Ricardo Acioly, confessa que os tenistas estão até gostando de jogar nesta quadra. ‘‘Na semana passada, todos saíam do treino mal-humorados’’, conta Acioly. ‘‘Agora, querem continuar jogando, disputar sets, estão, enfim, curtindo o jogo nesta superfície.’’
Os próprios franceses já se mostram mais preocupados e falam da importância da torcida para incentivar o time da França, nos jogos deste fim de semana, válidos pelas quartas-de-final do Grupo Mundial da Copa Davis. Os 7,5 mil lugares do ginásio deverão estar todos tomados para as simples desta sexta-feira. Mas, o torcedor francês está ainda a espera dos resultados destas partidas para comprar as entradas para a dupla, no sábado, e para a rodada de domingo, em que, dependendo dos resultados anteriores, os jogos já poderão não valer mais nada. Por isso, os organizadores dizem que o sucesso das bilheterias vai depender do primeiro dia, quando jogam Cedric Pioline x Fernando Meligeni e Sebastien Grosjean com Gustavo Kuerten. A ordem destes jogos será definida amanhã.
Típico jogador de quadras de saibro, Fernando Meligeni é o tenista da equipe brasileira que vem sendo mais exigido nos treinamentos. Mas, para ele, todo sacrifício vale a pena. Afinal, se o Brasil ganhar o confronto diante da França, estará entre as quatro melhores nações deste ano no tênis. E ‘‘Fininho’’ sabe bem o que isso pode representar. Depois de ter chegado às semifinais de Roland Garros, sua vida mudou. Ganhou fama internacional, acertou contratos de patrocínio e nestes jogos diante da França será o ‘‘garoto propaganda’’ da equipe brasileira estrelando um comercial do Plural, patrocinador oficial do Brasil na Davis.
A fama também passou a ser seu passaporte na Europa. Meligeni apareceu tanto na televisão em sua campanha em Roland Garros que ao chegar na França, saindo da Suíça, nem precisou apresentar o passaporte.

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