São Paulo - Marílson dos Santos e Vanderlei Cordeiro de Lima, dois dos brasileiros favoritos ao primeiro lugar na São Silvestre, demonstraram ontem que não querem criar expectativas em relação ao pódio porque não estão nas melhores condições físicas. De qualquer forma, ambos se apóiam na experiência para bater os quenianos, que chegam com atletas jovens.
''Os patrocinadores já sabem: se eu for bem, tudo bem. Se não for tão bem quanto o esperado, tudo bem também'', diz Vanderlei, de 33 anos, que não tem a maior prova de rua da América Latina como prioridade. ''Este ano os objetivos eram a Maratona de São Paulo, a Volta da Pampulha e a Maratona de Milão, onde consegui o índice para o Mundial da França, no ano que vem'', conta.
Com 25 anos, Marílson dos Santos é outro atleta brasileiro que tem grandes chances de pódio. Na edição de 2001 e 1999, ele foi o brasileiro mais bem colocado na prova, ambos em quarto lugar. Mas quando treinava intensamente para a São Silvestre, há uma semana, teve problemas no Tendão de Aquiles do pé direito. ''Estava fazendo um treinamento de rampa no sábado e no domingo já senti dor. Na segunda-feira mal conseguia colocar o pé no chão, mas graças a Deus consegui me recuperar. Mas ano passado também tive problemas, só que musculares'', diz.
Marílson acredita que não adianta traçar estratégias para uma prova como esta: ''Em uma prova como a São Silvestre não adianta ter estratégia. Você faz isso na hora. Mas é preciso estar no grupo da frente, isso eu sei. Acho que os brasileiros correm cada um por si, não fazemos grupos como os quenianos. Eu mesmo nunca corri em grupo e nem sei se os brasileiros fazem isso lá fora.''

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