Brasileiros iniciam treinos para Rali Paris-Dakar-Cairo
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quarta-feira, 17 de novembro de 1999
Por Cleide Cavalcante 
Lençóis (MA), 17 (AE) - Nesta quinta-feira, terá início em Lençóis, no Maranhão, os treinos da equipe brasileira que irá disputar o Rali Paris-Dakar-Cairo 2000, com largada marcada para o dia 06 de janeiro em Dakar. Da 22ª edição da prova irão participar 4 duplas: Cacá Clauset (piloto) e Amyr Klink (navegador), Reinaldo Varela (piloto) e Alberto Fadigatti (navegador), Roberto Macedo (piloto) e Marcos Ermírio de Moraes (navegador) e Arnoldo Júnior (piloto) e Gaudino Gabriel (navegador).
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, conhecido como o "Saara Brasileiro", foi escolhido para os testes por apresentar aspectos climáticos e geográficos e semelhantes às regiões que os pilotos irão percorrer no maior rali do mundo, pela categoria T3 (Protótipos).
A novidade é que pela primeira vez nesta competição os pilotos estarão a bordo de carros fabricados no Brasil. A fábrica responsável pelo projeto, no qual foram investidos US$ 1,5 milhão, é a Troller Veículos Especiais S/A, com sede em Horizonte, no Ceará. Especialmente no mesmo rali estão sendo preparados 4 jipes Troller modelo T5. Uma das adaptações, por exemplo, é o tanque de gasolina com capacidade para 350 litros (autonomia para mil quilômetros), motor Ford V6 4.0 com cerca de 200 CV de potência e 36,1 kgfm de torque a 2550 rpm.
A competição, também conhecida como "Rali da Morte", terá largada promocional no dia 27 de dezembro, percorrendo os principais pontos turísticos de Paris, até a Torre Eiffel. Em seguida, os carros seguem de barco para Dakar, local da largada oficial.
Os 10 mil quilômetros de prova (17 etapas) incluem a travessia por 6 países: Senegal, Mali, Burkina Faso, Niger, Libia e Egito. A chegada está prevista para o dia 23 de janeiro, no Cairo.
A expectativa dos brasileiros é grande, já que segundo os organizadores do evento na França, apenas 2% dos inscritos conseguem concluir a prova. "Estamos nos preparando muito para a competição, pois nosso objetivo é estar entre os 2% que conseguem chegar ao final", explica à Agência Estado o piloto Arnoldo Júnior. "Esse será nosso prêmio."


