Brasileiros fazem corrida discreta
São Paulo - Antes da prova, havia um certo ar de euforia. Afinal, pela primeira vez em 15 anos o Brasil teria dois pilotos em equipes de ponta. O resultado, no entanto, resvalou na melancolia.
Companheiro de Michael Schumacher na Ferrari, Rubens Barrichello começou a prova sem bico e terminou sem pneu. Foi apenas o 12º, encerrando sua escrita neste ano - era o único que havia pontuado em todos os GPs.
Na largada, bateu em David Coulthard, perdeu a asa dianteira e precisou parar nos boxes. Voltou à pista em último, fez um GP de recuperação e era o nono na última volta, quando teve um pneu furado e foi superado por mais três adversários.
Em sua primeira - e talvez única - experiência pela Williams, Antonio Pizzonia não mostrou a agressividade que prometeu ainda no grid. Largando em décimo, ultrapassou apenas Takuma Sato. Herdou ainda as posições de Kimi Raikkonen e Barrichello e terminou na sétima colocação.
''Poderia ser melhor, mas no começo eu não conseguia passar ninguém. Faltava tração'', afirmou o amazonense, que substituiu Ralf Schumacher. ''O balanço é positivo. Meu objetivo era marcar pontos, os primeiros da minha carreira, e levei dois para a Williams.''
Pizzonia luta pela vaga de segundo piloto da Williams em 2005. O primeiro já está acertado: nesta semana, o time anunciará Mark Webber. (A.F.)





