Brasileiros estão confiantes para GP da Malásia
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quarta-feira, 13 de outubro de 1999
Por Livio Oricchio 
Sepang, 14 (AE) - A primeira preocupação de Rubens Barrichello nesta quinta-feira na Malásia foi com Michael Schumacher, seu companheiro na Ferrari nas duas próximas temporadas. Cada piloto tinha direito a completar três voltas no novo e espetacular circuito de Sepang, mas o alemão, levando convidados para conhecer o elegante modelo 360 Modena, da Ferrari, teria percorrido mais vezes a pista. "É contra o regulamento", lembrou Rubinho. A orientação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) é para que os pilotos iniciem os treinos livres com o mesmo conhecimento dos novos traçados do calendário.
Rubinho andou também com um modelo de série na pista de 5.542 metros e a qualificou como "fabulosa". Ele deu mais detalhes: "Há duas séries de curvas de alta velocidade, contornadas a uns 240 km/h, sensacionais." O calor de quase 40 graus e a umidade de 85 a 90% o impressionaram: "O preparo físico aqui será determinante." Enquanto chovia, uma das suas preocupações era compreender bem os pontos de maior acúmulo de água a fim de evitá-los.
A possibilidade elevada de chuva durante a sessão que definirá o grid, sábado, bem como durante a corrida, lhe agrada. "Mas independente disso, a Stewart deverá andar bem aqui." Nunca Pedro Paulo Diniz atendeu a tantos compromissos dos patrocinadores da Sauber como desta vez. Desde sexta-feira ele vem comparecendo a todas as requisições da Petronas, companhia de petróleo da Malásia, investidora da Sauber. "Fiz demonstrações com nosso carro de Fórmula 1 até para o rei." A sua última imagem na Fórmula 1 ainda é chocante: Diniz estava por baixo da Sauber, capotada no circuito de Nurburgring.
"Confesso que no início dos testes, semana passada em Barcelona, o acidente me veio à mente." Para esses casos, há uma solução simples, segundo o piloto: "Dei duas ou três voltas quase no limite para esquecer tudo." O modelo C18 da equipe suíça está bem equilibrado depois de cerca de 2 mil quilômetros de testes, em Magny-Cours e no Circuito da Catalunha, para o GP da Malásia. "Além disso, se chover, como parece, será ainda melhor."
Como Diniz, Ricardo Zonta, da BAR, andou até de camelo, no Cambodja, atendendo a compromissos da British American Tobacco, sócia da BAR. Ele estava divulgando a marca de cigarros 555, de grande penetração na ásia. Como todos os demais pilotos, Zonta elogiou bastante o autódromo e o circuito de Sepang. "Certos trechos de alta velocidade lembram o traçado de Suzuka." Por se tratar de uma pista nova, em que os outros times também não têm referência, como nós, podemos nos dar melhor aqui." A BAR é a única das 11 escuderias que disputam o Mundial que ainda não marcou pontos este ano.Uma das dificuldades da BAR é não ter nenhum dado a respeito dos circuitos, por ser uma organização nova na F-1.


