Brasileiros estão confiantes
Agência Estado
De Sepang, Malásia
A primeira preocupação de Rubens Barrichello ontem na Malásia foi com Michael Schumacher, seu companheiro na Ferrari nas duas próximas temporadas. Cada piloto tinha direito a completar três voltas no novo e espetacular circuito de Sepang, mas o alemão, levando convidados para conhecer o elegante modelo 360 Modena, da Ferrari, teria percorrido mais vezes a pista. É contra o regulamento, lembrou Rubinho. A orientação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) é para que os pilotos iniciem os treinos livres com o mesmo conhecimento dos novos traçados do calendário.
Rubinho andou também com um modelo de série na pista de 5.542 metros e a qualificou como fabulosa. Ele deu mais detalhes: Há duas séries de curvas de alta velocidade, contornadas a uns 240 km/h, sensacionais. O calor de quase 40 graus e a umidade de 85 a 90% o impressionaram: O preparo físico aqui será determinante. Enquanto chovia, uma das suas preocupações era compreender bem os pontos de maior acúmulo de água a fim de evitá-los.
Nunca Pedro Paulo Diniz atendeu a tantos compromissos dos patrocinadores da Sauber como desta vez. Desde sexta-feira passada ele vem comparecendo a todas as requisições da Petronas, companhia de petróleo da Malásia, investidora da Sauber. Fiz demonstrações com nosso carro de Fórmula 1 até para o rei. A sua última imagem na Fórmula 1 ainda é chocante: Diniz estava por baixo da Sauber, capotada no circuito de Nurburgring.
O modelo C18 da equipe suíça está bem equilibrado depois de cerca de 2 mil quilômetros de testes, em Magny-Cours e no Circuito da Catalunha, para o GP da Malásia. Além disso, se chover, como parece, será ainda melhor.
Como os demais pilotos, o paranaense Ricardo Zonta, da BAR, elogiou bastante o autódromo e o circuito de Sepang. Certos trechos de alta velocidade lembram o traçado de Suzuka. Por se tratar de uma pista nova, em que os outros times também não têm referência, como nós, podemos nos dar melhor aqui. A BAR é a única das 11 escuderias que disputam o Mundial que ainda não marcou pontos este ano. Uma das dificuldades da BAR é não ter nenhum dado a respeito dos circuitos, por ser uma organização nova na F-1.





