Brasileiros dominam primeiro dia de treinos no México
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sexta-feira, 09 de março de 2001
Agência Folha De Monterrey/México 
O primeiro dia de treinos em Monterrey foi dominado por brasileiros. Gil de Ferran, da Penske, foi o mais rápido (1m18s581), seguido por Cristiano da Mata, da Newman-Haas, e Hélio Castro Neves, também da Penske. A definição do grid será amanhã, em duas sessões. A primeira, às 17h15 (de Brasília), terá os pilotos das equipes que tiveram as piores colocações em 2000, além dos estreantes. Às 18 horas, vão para a pista os melhores colocados no ano passado. O segundo grupo levará a vantagem de rodar em uma pista mais emborrachada. Os primeiros devem sofrer mais com a falta de aderência do asfalto. Ontem, após um treino da Indy Lights, a pista estava menos escorregadia à tarde. A sessão foi encerrada com uma batida de Paul Tracy, que acertou o muro. O piloto não se machucou.
A Indy iniciou ontem os treinos em estado de alerta. Os problemas na pista, além dos acidentes fatais em outras categorias já ocorridos neste ano, aumentaram a preocupação dos organizadores com a segurança. O primeiro treino, pela manhã, foi interrompido porque o asfalto do autódromo estava sujo e escorregadio em alguns pontos.
A sessão, que duraria duas horas, foi suspensa após 30 minutos. Com dificuldades para manter os carros na pista, os competidores andaram em um ritmo lento. A maioria teve uma velocidade média de apenas 70 milhas por hora cerca de 112 km/h. Segundo os pilotos, era esperado que o asfalto estivesse um pouco escorregadio por ser a primeira vez que está sendo usado.
Mas eles admitiram que a quantidade de poeira no asfalto, provocada pelas obras no autódromo, feitas até ontem, diminuíram a segurança da pista.
Certos trechos do circuito representam um risco maior. Em alguns lugares em que deveria haver caixa de brita para segurar os carros em caso de um acidente, plantaram grama, que não segura nada, disse Cristiano da Matta, da Newman-Haas.
A entidade já havia exigido quinta-feira a colocação de barreiras de pneus em alguns trechos do circuito para absorver o impacto dos carros.
Os dirigentes da Indy estão assustados com as mortes que já ocorreram este ano durante as corridas iniciais da F-1 e da Nascar (campeonato norte-americano de stock car).
Na abertura da temporada da F-1, na Austrália, um comissário de pista morreu atingido por uma roda do carro do canadense Jacques Villeneuve, da BAR, que havia tocado no Williams do alemão Ralf Schumacher.
Na Nascar, o piloto norte-americano Dale Earnhardt, sete vezes campeão da categoria, morreu nas 500 Milhas de Daytona.


