São Paulo - Dividida em dois grupos, a delegação da seleção brasileira segue hoje para Frankfurt, na Alemanha, onde será feita a escala da viagem para Moscou, onde o Brasil enfrenta a Rússia, em partida amistosa, na quarta-feira. Do Rio de Janeiro embarcam os integrantes da comissão técnica, entre eles o técnico Carlos Alberto Parreira e o coordenador-técnico Mário Jorge Lobo Zagallo. De São Paulo seguem o preparador físico Moraci Sant'anna, o goleiro Rogério Ceni, Ricardinho e Gustavo Nery.
Em Frankfurt, os dois grupos se juntarão a Adriano, Cicinho, Cris, Edmilson, Émerson, Fred, Gilberto Silva, Gomes, Juan, Juninho Pernambucano, Kaká, Lúcio, Luisão, Maicon, Roberto Carlos, Robinho, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Zé Roberto.
De Frankfurt, a seleção brasileira segue para Moscou em vôo fretado, amanhã, às 16h45. Brasil e Rússia se enfrentam na quarta-feira, às 13 horas (horário de Brasília).
Campeões A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu convidar todos os jogadores que conquistaram títulos mundiais com a seleção brasileira para a cerimônia de abertura da Copa do Mundo da Alemanha, que acontecerá no dia 7 de junho em Berlim, dois dias antes da partida de abertura da competição, entre Alemanha e Costa Rica.
Segundo os cálculos da entidade, foram convocados 97 jogadores para as Copas de 1958 (Suécia), 1962 (Chile), 1970 (México), 1994 (EUA) e 2002 (Japão e Coréia do Sul), mas apenas 85 estão vivos. Os convites começaram a ser distribuídos essa semana e a Fifa vai bancar a viagem dos campeões mundiais, que terão direito a levar um acompanhante.
Aproveitando a presença, os eternos ídolos também visitarão a concentração da seleção, assistirão a alguns treinos e ganharão kits com o uniforme do Brasil. Além disso, está planejado a realização de uma fotografia com todos os campeões mundiais do País juntos para ser colocada no museu da CBF.
Argentina A seleção do Brasil é superior às demais que participarão do Mundial da Alemanha, sustentou o presidente da Associação de Futebol da Argentina (AFA), Júlio Grandona. ''O Brasil tem um futebol superior por sua plasticidade, elasticidade e irresponsabilidade ao se desligar, em campo, da tensão de participar de uma competição. Assim as coisas saem com mais facilidade, ainda que às vezes a excessiva confiança possa derrubá-lo'', comentou o veterano dirigente.
Ao ser ouvido sobre quais são os candidatos ao título mundial, Grandona respondeu que ''todos os que alguma vez ergueram a Copa'', isto é, Alemanha, Brasil, Itália, Inglaterra, França e Argentina, com exceção do Uruguai, que não jogará.
Em relação aos jogadores que deverão integrar o ainda indefinido selecionado argentino, Grandona disse que o atacante do Barcelona, Lionel Messi, ''é um dos diferentes que surgem no futebol''. ''É brilhante (Messi), tem uma cabeça muito clara, oxalá não mude. Temos muitas expectativas em relação a ele. E sem compará-los, o vejo igual a Maradona quando começou. Está jogando no mesmo nível de Diego em 1979 (campeão mundial juvenil) e um pouco mais também'', disse o presidente da AFA.
Messi teve uma presença forte na quinta-feira nas primeiras páginas dos diários argentinos, que o consideraram a figura do time catalão em sua vitória sobre o Chelsea (2 a 1), no jogo de ida das oitavas-de-final da Liga dos Campeões. ''É fácil dizer quem convocar, mas muito difícil quem tirar pela quantidade de jogadores que temos'', assinalou Grandona.

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