Enquanto a McLaren restabelecia a ordem natural desta temporada, colocando Mika Hakkinen aquase meio segundo do rival Michael Schumacher (Ferrari) nos treinos livres para o GP de San Marino, três brasileiros lutavam contra as adversidades para se classificarem nas últimas filas. Pedro Paulo Diniz, 16º, Rubens Barrichello, 18º, e Ricardo Rosset, último, ratificaram ontem que essa pode ser uma das piores temporadas para o país na F-1.
Nas três primeiras corridas do ano, quase nada. Barrichello teve a melhor posição de largada, 13º (GP do Brasil), e a melhor colocação, décimo lugar (GP da Argentina). ‘‘Tudo isso passa pelo equipamento. O Mika é o melhor exemplo: em 95 corridas, nada. Nas últimas quatro, três vitórias’’, disse Barrichello citando o finlandês, que completa 100 GPs em Ímola. Barrichello não vê outra saída senão obter uma vaga em equipe grande. ‘‘Podem não acreditar, mas estou dando tudo nesse momento. O máximo que esse carro consegue, em condições normais, é o 13º posto no grid’’, afirmou.
A outra saída, drástica, seria a Indy. ‘‘Não desejo isso. Mas está claro que na F-1 você precisa estar em um time grande. Se não acontecer, estou fora.’’ Diniz e Rosset têm pretensões menores. O primeiro acredita na ascensão da Arrows. O segundo diz não estar na melhor forma.

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