Brasileiros começam mal, como já era esperado
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domingo, 08 de março de 1998
Livio Oricchio Agência Estado 
Já era esperado: os três pilotos brasileiros não terminaram o GP da Austrália. Não há milagre na Fórmula 1. A Stewart, de Rubens Barrichello, e a Arrows, de Pedro Paulo Diniz, foram as duas equipes que menos treinaram antes da abertura do Mundial, em uma temporada que experimenta mudança radical no regulamento técnico. O Jackie Stewart me procurou, pediu desculpas e disse que isso não se repetirá mais, é ruim para a sua imagem, disse Barrichello. Os problemas de Diniz foram ainda anteriores. Na volta de apresentação seu carro titular começou a pegar fogo por causa de um vazamento de óleo. Ricardo Rosset, da Tyrrell, também não concluiu a competição.
Na classificação, sábado, o máximo que pude andar foi dez minutos, no warm-up, apenas dois, e na corrida nem ao menos larguei, alguma coisa tem de ser feita, desabafou Barrichello. Ainda no grid, as marchas não entravam. Nos preparamos muito mal para este ano.
Jackie Stewart lhe contou ter diagnosticado o problema. Demoramos demais para produzir nossas peças e não sobra tempo para treinar, afirmou o escocês, visivelmente descontente com a organização da sua equipe.
Alguns de nossos técnicos dormiram três horas em três noites para tentar fazer o carro funcionar, não podemos perder essa gente, declarou Barrichello. A não ser no meu primeiro teste, nunca consegui andar sem que alguma pane, em especial as hidráulicas, não atrapalhasse. O brasileiro tachou como ridícula a atitude de David Coulthard de deixar Mika Hakkinen ultrapassá-lo para vencer a prova.
Diniz completou oito voltas na sexta-feira, quatro no sábado pela manhã e apenas sete na classificação. Foi tudo o que a sua Arrows lhe permitiu. Tive problemas elétricos no câmbio e hoje (ontem) perda total de pressão hidráulica na segunda volta da corrida.
Antes da largada houve um princípio de incêndio no carro titular, obrigando-o a sair do box com o modelo reserva. É muito frustrante, principalmente porque sei o potencial que o A19 tem se funcionasse.
Ricardo Rosset ao menos completou 25 voltas das 58 do GP da Austrália. Na entrada de box para seu pit stop, o limitador de velocidade da sua Tyrrell não funcionou, fazendo com ele excedesse o limite de 120 km/h do circuito. Quando voltou para o box para cumprir a pena de stop and go, o câmbio deixou de funcionar. O jeito agora é torcer para não ter nenhuma dificuldade em Interlagos.


