Brasileiros causam problemas ao City
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
France Presse 
Londres - Os sonhos brasileiros do Manchester City, alimentados com a possível chegada de Kaká, se transformaram em um pesadelo depois que o meio-campista do Milan rejeitou a oferta e que o astro Robinho abandonou a concentração sem autorização do clube.
Robinho deixou o centro de treinamento de sua equipe nas Ilhas Canárias e poderá ser punido financeiramente pelo clube inglês, afirmou ontem o presidente executivo, Garry Cook. ''O que sei é que Robinho não está no centro de treinamento de Tenerife'', disse Cook à BBC. ''Se ele deixou a concentração, violou a disciplina do clube. Estou esperando detalhes sobre o ocorrido'', acrescentou.
O clube não quis comentar os boatos, segundo os quais o jogador quer voltar para seu país, depois de uma forte discussão com o técnico Mark Hughes.
A discussão com Mark Hughes teria sido causada depois que o técnico voltara atrás em sua promessa de deixar Robinho ir a São Paulo para comemorar seu 25º aniversário, no dia 25 de janeiro.
O jogador disse que saiu por razões familiares, e assegurou que vai voltar e resolver o problema assim que possível.
O Manchester City pagou 32,5 milhões de libras esterlinas (36 milhões de euros) por seus direitos federativos em agosto do ano passado. No clube inglês marcou 12 gols, e logo se tornou no jogador preferido dos torcedores.
Por outro lado, Kaká indicou ontem que tinha escutado o coração para tomar a decisão de continuar no Milan, apesar do Manchester City ter lhe oferecido um pote de ouro para contar com seu futebol.
''Todas as mensagens que recebi me convenceram a escutar meu coração e isso foi o que fiz'', afirmou à emissora de televisão do clube milanês. ''Não foi uma decisão financeira'', acrescentou. ''Houve muitos boatos e especulações nestes últimos dias, inclusive que eu teria discutido com meu pai, mas não é verdade. Tomo sempre minhas decisões com a concordância de minha família. Minha mulher é maravilhosa. Sempre me apoiou em minhas decisões'' assinalou. ''Minha família se portou muito bem. Nunca tentou me empurrar numa direção ou outra. No fim, foi meu coração quem falou'', acrescentou Kaká.
As especulações sobre a saída de Kaká começaram a crescer com a oferta - nunca confirmada oficialmente - de 100 a 150 milhões de euros, que teria sido feita pelo Manchester City, propriedade da família governante dos Emirados Árabes Unidos, para contratar o brasileiro.
Mas o proprietário do Milan, Silvio Berlusconi, pôs na segunda-feira um fim a estas especulações, anunciando que Kaká continuará no Milan.
O presidente executivo do City, Garry Cook, expressou sua surpresa com o fim das negociações. ''O Milan expressou claramente que o jogador estava à venda. Acho que a pressão política e pública lhes fez mudar de idéia'', disse.
Robinho, por seu lado, assegurou que sua decisão de abandonar seus companheiros não tem nada a ter com Kaká. ''Estou decidido a ajudar o Manchester City a se tornar a equipe que seus proprietários me garantiram que vão tornar'', enfatizou Robinho.


