Brasileiros buscam vagas em Atenas nos saltos ornamentais
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004
Agência Folha 
São Paulo - Os árbitros não baixam mais a cabeça e ignoram sua presença, os competidores não vêem mais seus resultados com surpresa, a mídia a alça ao posto de uma das queridinhas do esporte nacional. A transformação ocorreu em um ano. Juliana Veloso entrou em 2003 como a melhor saltadora do Brasil. No cenário mundial, era apenas mais uma.
Em junho, chegou à superfinal do Grand Prix da federação internacional. Na plataforma de 10 metros, ficou com a inédita prata.
Dois meses depois, a atleta ganhou duas medalhas em Santo Domingo uma prata e um bronze , as primeiras do Brasil em Pans. Cassius Duran completou o feito com um segundo lugar.
A Copa do Mundo de saltos vale como Pré-Olímpico e vai distribuir 22 vagas. Os 12 mais bem colocados no Mundial de 2003 já têm passaporte carimbado.
Com Juliana, que estréia hoje na plataforma de 10 m, também estão na Grécia César Castro, Cassius Duran e Ubirajara Barbosa.
Além das dezenas de rivais 37 países incharam o evento, última porta para Atenas , a equipe enfrentará o frio. O país tem o pior inverno dos últimos cem anos, e o sistema de aquecimento da piscina e do ginásio apresenta falhas.


