Brasileiros aprovam as mudanças no esporte
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sexta-feira, 18 de abril de 1997
Agência Estado 
As mudanças que serão adotadas em caráter experimental, ainda este ano, pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), agradaram, de certa forma, aos técnicos brasileiros da modalidade. A principal novidade será a duração de cada set, que passará a ser por tempo e não mais por pontos. Para favorecer as transmissões da televisão, cada set terá 25 minutos. Atualmente, existe um limite de 15 pontos, podendo chegar até os 17. Agora, se a partida chegar aos cinco sets, terá uma duração máxima de 2 horas e cinco minutos.
Acho uma mudança muito positiva porque, favorecendo as TVs, vai contribuir para popularizar e massificar o esporte, justifica o técnico do Leites Nestlé, Sérgio Negrão, tricampeão da Superliga Feminina. O técnico do Olympikus, Renan Dal Zotto, segue a mesma linha de raciocínio e aponta como fundamental o papel da televisão. O vôlei é um produto maravilhoso e tem de ser bem comercializado, afirmou.
A primeira experiência com a nova regra será na Copa Grand Challenge, no Japão, em novembro, que reunirá os campeões continentais, entre eles as seleções brasileiras masculina e feminina. Segundo o presidente da FIVB, o mexicano Rubén Acosta, o vôlei tem de enfrentar os desafios do futuro e adaptar-se às necessidades do esporte moderno. Até o fim da tarde de hoje, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não havia recebido nenhum comunicado oficial da FIVB sobre as mudanças.
ContraO técnico da seleção brasileira masculina, Radamés Lattari, diz ser a favor de todas as mudanças benéficas para o esporte. Ele tem dúvidas, porém, se esta mudança terá um efeito positivo. A limitação de tempo por set é algo complicado, comentou. Se forem 25 minutos de bola em jogo, será muito desgastante e, se for tempo corrido, o vôlei vai perder suas características. Na Liga Mundial, que começa em maio, Lattari terá mais uma arma: a espiã Gilda Teixeira, que assistirá às partidas das outras equipes e passará as informações.


