Brasileiros apresentaram bom rendimento na etapa
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terça-feira, 07 de janeiro de 1997
João Lara Mesquita Agência Estado 
A primeira etapa do rali Dacar-Agades-Dacar terminou sem maiores problemas para a equipe brasileira. Esta etapa teve como característica principal a dificuldade de navegação além da quantidade anormal de poeira durante quase todo o dia, o que dificultou muito a pilotagem. Mesmo assim os brasileiros se deram bem com André Azevedo chegando em 8º e Jean em 17º. Nos carros, Klever Kolberg e João Lara Mesquita - que é o repórter navegador - chegaram em 13º, ótimo para todos, especialmente se for levado em conta que é a priomeira vez que o Brasil leva uma equipe de caro para competir na categoria maratona.
Primeiro diaO trajeto do primeiro dia (sábado) teve como paisagem as savanas africanas, bem típicas, com uma graminha seca, algumas árvores pequenas, arbustos, e de vez em quando as lindas baobás, estas sim, árvores imensas, com troncos muito largos, e uma copa desfolhada mas com uma quantidade enorme de galhos retorcidos que saem para todos os lados formando às vezes verdadeiras esculturas.
Consegui ver também algumas flores na savana, pareciam pequenas orquídeas de cor rosa e muito bonitas. Não pensava que veria flores no Dacar, mas ao menos hoje, elas deram o ar e a graça. Entretanto, no geral, o que mais lembro, era de uma estradinha, ou várias centenas de estradinhas com chão formado por areia, uma terra muito pobre, e aqueles facões que ficam bem no meio delas.
Devido justamente a este chão pobre, e os facões, que os carros que passavam, na frente iam levantando uma quantidade imensa de poeira que chegou a assustar até mesmo o Klever, que com toda sua experiência disse só ter visto coisa assim durante tempestades de areia. Também por este motivo é que a navegação foi considerada muito difícil por todos aqui. Era precisa ficar como olho pregado na bússola pois pouco se via. Ainda assim João Lara errou, mas sem comprometer a pontuação da equipe.


