Brasileiro vence disputa com quenianos
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segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Dimas Rodrigues<br>Equipe da Folha 
No duelo entre quenianos e brasileiros na 12ª Maratona de Curitiba, melhor para os atletas da casa. O gaúcho Claudir Rodrigues venceu ontem a prova que contou com a participação de 2.300 corredores, entre eles, seis quenianos - o melhor colocado, Charles Korir, cruzou em quarto. Claudir cravou 2h17min58s e por dois segundos não quebrou o recorde da prova estabelecido em 2004 por José Ferreira.
Em segundo lugar chegou Eliésio Miranda da Silva (TO), com 2h19min55s, e em terceiro, o baiano Joelson Oliveira Santos, em 2h20min17s. O campeão do ano passado, Mauro Teixeira, se manteve no pelotão da frente até os 10 primeiros quilômetros, mas com dores abdominais, teve que diminuir o ritmo. Na prova feminina, melhor para o Quênia, com vitória da favorita Jacqueline Chebor, com 2h45min11s, que conquistou o bicampeonato da prova. Em segundo chegou a paranaense Ilda Alves, de Maringá, e em terceiro, Rosa Jussara Barbosa.
Ilda acompanhou o forte ritmo de Jacqueline até a altura do km 38, perto do Viaduto do Capanema, quando então a queniana apertou o passo e abriu vantagem. A segunda colocação, entretanto, não diminuiu a alegria da paranaense, a melhor entre as brasileiras em uma prova que teve o percurso alterado - com retirada de subidas muito íngremes -, mas ainda assim é considerada uma das mais difíceis do calendário. "Foi mais difícil que o ano passado, mas corri bem e estou muito contente com o segundo lugar", comemorou a paranaense, de 36 anos, vice-campeã da Maratona de Florianópolis nesse ano.
E a impressão de que a prova com as alterações no percurso ficou ainda mais desgastante não foi apenas de Ilda. Todos os atletas que chegaram nas primeiras posições e participaram das provas anteriores engrossaram o coro. "Estava mais duro que no outro ano. O Claudir baixou o tempo porque estava bem", afirmou Mauro Teixeira, vencedor em 2007. "Foi muito difícil", emendou a vencedora Chebor, ainda recuperando o fôlego depois dos exames pós-maratona.
Vencedor da prova, cruzando a linha de chegada com folga, passadas firmes e com o sorriso aberto, Claudir Rodrigues, que já havia vencido a prova em Curitiba em 2005 e é o atual campeão da Maratona de São Paulo, também afirmou que o trajeto ficou "mais duro", mas como esse ano foi a sua quinta maratona na cidade, não fez críticas. "É um percurso bastante difícil. Tem que estar preparado, se não estiver preparado nem vem", aconselhou o campeão. "Felizmente fiz uma boa preparação, no km 38, como treinei, apertei o ritmo e no km 40, abri e senti que poderia vencer. É um resultado pra fechar o ano com chave de ouro", emendou.
Com chave de ouro, medalha de ouro e mais um cheque de R$ 12 mil, prêmio pago ao primeiro lugar.


