Rio, 01 (AE) - O zagueiro Chicão, do Botafogo-SP, jogou com o Juventude, em 15 de setembro, sob efeito de substância proibida pela Comissão Nacional de Controle de Dopagem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O atleta ingeriu o anabolizante testosterona/epitestosterona, utilizado para aumento de massa muscular. "Como consequência, aumenta a capacidade aeróbica do atleta", disse o presidente da comissão, Tanus Jorge Nagem.

Segundo ele, a proporção da substância encontrada na urina do atleta não deixa dúvidas de que "sua origem foi exógena, ou seja, ele ingeriu o medicamento, por via de comprimido ou líquido injetável". Nagem conversou sobre o caso com um médico do Botafogo-SP, identificado como Rodrigo. "Ele me disse que o clube não forneceu a substância para ele e que jogador negou tê-la ingerido."
Foi o segundo caso de doping no Campeonato Brasileiro. O primeiro ocorreu logo na primeira rodada da competição, no jogo Gama 2 x 4 Corinhians, em 25 de julho, quando o exame de Adriano
do time brasiliense, indicou a presença de etafedrina em seu organismo. Na semana passada, o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) julgou o caso em última instância, na justiça esportiva, e suspendeu Adriano por 120 dias.
O jogador do Botafogo-SP pode ser suspenso por até 360 dias, segundo o Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF). A partida contra o Juventude terminou em empate, por 1 a 1.

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